Ross de repente recobrou os sentidos e perguntou, perplexo: “O que está acontecendo? Onde estou? Anne? Harold? Por que vocês dois estão aqui?”
“Papai”, Anne se jogou nos braços dele, chorando copiosamente.
Enquanto a consolava, o homem perguntou, visivelmente preocupado: “Querida, o que aconteceu? O que está havendo?”
“Pai, você esteve inconsciente por dias, e Harold contratou um feiticeiro para controlar sua mente”, a filha exclamou em meio às lágrimas.
Harold empalideceu ao perceber que seu pai estava totalmente desperto.
“Filho, o que está acontecendo aqui?” Ross perguntou com uma expressão severa, encarando o homem.
“Pai, não acredite nas besteiras dela! Você estava doente, e eu apenas chamei alguém para curá-lo”, o rapaz se defendeu apressadamente.
“Chega! Não diga mais nada. Agora que estou consciente, vou investigar tudo isso por conta própria”, o duque declarou, com a voz gelada e firme.
Ele então olhou para a filha com ternura nos olhos, acariciando seus cabelos de forma reconfortante.
Harold, por outro lado, não conseguiu esconder a indignação diante do afeto que o pai demonstrava por sua irmã. Sua expressão ficou sombria, e por um breve momento, um brilho assassino passou por seus olhos. Sabia que, se o pai começasse a investigar, seus atos viriam à tona.
Sabendo que precisava agir rapidamente, Harold lançou um olhar significativo ao feiticeiro. O homem entendeu a mensagem e imediatamente se posicionou para bloquear a saída.
O pai, percebendo o obstáculo, parou e perguntou com frieza: “Quem é você? E por que está bloqueando a porta?”
“Meu pai quer sair! Por que está no caminho dele?”, Anne interveio, indignada.
O feiticeiro, no entanto, permaneceu imóvel, ignorando as palavras deles.
Enfurecido, Ross virou-se para o filho e questionou com um olhar penetrante: “O que está acontecendo aqui?”
Com isso, o jovem se virou para o feiticeiro e ordenou: “Acabe com eles. Nenhuma dessas três pessoas deve sair viva desta sala.”
O feiticeiro obedeceu e começou a murmurar encantamentos em voz baixa. Uma fumaça negra começou a emanar de seu corpo, preenchendo rapidamente a sala.
Em instantes, todos estavam cercados por uma escuridão sufocante, incapazes de enxergar alguma coisa.
Anne gritou, tomada pelo pânico, enquanto seu pai lutava contra o medo crescente.
De repente, alguém a agarrou e a puxou para um canto.
“Ah”, ela gritou, debatendo-se.
“Sou eu. Esconda-se atrás de mim”, Jared sussurrou em seu ouvido, com a voz firme e tranquilizadora.

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