Galen sabia que o disco dos oito trigramas tinha sido feito a partir de um pedaço de madeira podre e que a chamada “matriz” foi obra de Barnabus e não a ativação do artefato. E embora o próprio geomante tenha ficado perplexo, enganou a todos.
“Ei, garoto. Não acredita em mim mesmo depois de eu dizer que vi?”, falou Boris após um longo silêncio.
Como principal mago de Zaprington, suas palavras tinham peso — até mesmo Barnabus o reverenciava!
“Só acredito no que meus olhos podem ver!”, declarou ele com um sorriso irônico.
“Bem, então não tenho escolha a não ser convencê-lo! Veja se isso é apenas um pedaço de madeira podre.”
Enquanto falava, Boris segurava o disco com uma mão e, com a outra, fazia um gesto rápido para ativá-lo. Sob os olhares curiosos dos espectadores, algo peculiar aconteceu. A matriz dos oito trigramas se materializou acima do disco, brilhando e girando no ar.
Com um forte grito de Boris, a matriz explodiu em pedaços, e os raios de luz convergiram formando um amuleto.
A luz lançou um brilho dourado na sala, fazendo com que os ocupantes semicerrassem os olhos devido à claridade inesperada.
A luz dourada diminuiu e o disco voltou ao seu estado original.
Os convidados ainda se recuperavam do choque. Olhavam fixamente para o artefato, com seus olhos saltando das órbitas de incredulidade.
“O Sr. Yonce realmente merece o título de melhor mago de Zaprington! Estou honrado em estar em sua presença”, elogiou Barnabus. Sua voz transbordava inveja e admiração.
“Este talismã é incrível! Se não fosse pelo Sr. Yonce, esse tesouro teria sido enterrado e esquecido!”
“Nunca vi um talismã tão poderoso em toda a minha vida!”
“Agora que sei do que é capaz, gastarei o que for necessário para comprá-lo!”
A discussão se transformou em um tumulto; todos prometiam colocar as mãos no disco dos oito trigramas, não importava o custo.


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