“Bem, já que me chamou de pervertido, é justo que eu mostre como um pervertido se comporta”, disse ele.
E, sorrindo de modo ameaçador, foi atrás da jovem.
“Ah!”, gritou ela enquanto corria e segurava suas roupas.
Se alguém aparecesse naquele momento, teria assumido que Jared a estava intimidando. Ninguém sequer suspeitaria que era ela quem tinha tentado matá-lo.
Jared riu quando a viu desesperar-se daquela forma. Um passo rápido foi o suficiente para que a alcançasse. A jovem, por instinto, deu-lhe um tapa quando o viu ali.
Esquecera-se que suas mãos eram a única coisa que mantinha suas roupas intactas, e aquele tapa fez o tecido deslizar para o lado, revelando sua roupa íntima e os ombros.
“Hum, surpreendente. Quem poderia imaginar que uma mulher como você usaria vermelho?”, provocou, com malícia.
A provocação a deixou surpresa; então percebeu que havia se exposto e puxou suas roupas para se cobrir de volta às pressas.
“Seu canalha. Vou te assombrar até a morte!”
Ela encarou-o com maldade e abriu a boca. Parecia que ia morder a própria língua.
Jared sabia que ela falava sério sobre cometer suicídio, mas não ficou menos assustado. Por isso apertou suas bochechas para impedi-la, depois bateu na parte de trás de sua cabeça para deixá-la inconsciente.
“Isso foi intenso.”
O rapaz franziu a testa para a jovem desmaiada.
Não a deixaria morrer até descobrir sua verdadeira identidade e por que queria capturá-lo. Estava curioso porque não se lembrava de tê-la visto alguma vez. Então por que está tão determinada a me capturar?
Não tinha escolha naquele momento. Por mais relutante que estivesse, tinha que levá-la de volta para a mansão.
Enquanto voltava, pensava em como explicar a situação para Josephine e Lizbeth. Eram mulheres sensíveis, em especial quando estavam juntas.
Quando chegou à mansão, percebeu que nenhuma das duas tinha ido dormir. Estavam assistindo a uma novela na TV. Argh, eu odeio esses programas.

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