Lizbeth tentou esmagar a cabeça da criatura com todas as suas forças, mas sem sucesso.
“Tenho uma ideia!”, disse Renee.
“O que é? Rápido!”, perguntou Josephine com impaciência.
A garota assentiu e virou-se para Colin antes de se aproximar do dragão.
Josephine notou sua expressão e entendeu um pouco do que ela planejava fazer, então alcançou-a e segurou seu pulso. “Renee... você...”, interrompeu-se, sem saber mais o que dizer.
“Devo minha vida a ele e estou disposta a fazer qualquer coisa para recompensá-lo. Tenho que fazer isso”, disse-lhe com um sorriso fraco.
Josephine soltou-a devagar. Talvez chegue o dia em que farei o mesmo sacrifício também.
Renee deu mais uma olhada em Colin. Talvez estivesse começando a gostar daquele playboy.
O homem respondeu com um sorriso constrangido, pois não fazia ideia de por que ela o estava olhando.
Devagar, a garota colocou as mãos no dragão e começou a absorver a energia fria da criatura.
Como Renee possuía o constituinte congelante, seria capaz de absorvê-la.
Logo, gelo começou a se formar nos cabelos dela e o dragão começou a derreter.
Jared, que a observava de dentro do corpo da criatura, entendeu o que ela estava fazendo e tentou gritar para chamar sua atenção, mas ninguém podia ouvi-lo.
“Renee?” Colin percebeu o que estava acontecendo, correu em sua direção e tentou puxá-la para longe.
Recuperando a postura, o rapaz olhou para ela e para a namorada. De repente, lembrou-se de algo que Draco havia dito na noite anterior.
“Vocês duas sabiam que algo assim aconteceria, não é? Vocês sabiam que teriam que sacrificar suas vidas para me ajudar a pegar as essências, certo?”, questionou-as.
Ambas ficaram caladas, mas o silêncio foi autoexplicativo.
Renee possuía o constituinte congelante e, portanto, pôde derreter o dragão. Partindo desse princípio, como Josephine possui o constituinte ardente, isso significa que ela terá que sacrificar sua vida para eu obter a essência draconiana do dragão de fogo?, pensou.
Aquilo o assustou e o rapaz não soube mais o que pensar. Prefiro abandonar a missão do que vê-las morrer por minha causa!
“Por quê? Por quê?”, gritou. Queria odiar Draco, mas não conseguia fazê-lo.

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