Isso a fez salivar; pouco antes ela estava pensando se no navio haveria aqueles ingredientes.
Mas ela não sabia que aquele não era de forma alguma um navio de carga, e sim um cruzeiro recreativo de luxo, onde tudo estava à disposição.
Muito luxuoso, com abundância de comida e bebida.
— Venha comer, acabei de fazer.
— Obrigada. — Jéssica Sousa já havia terminado de se lavar.
Seu olhar desviou para Caleb Valente.
E ela percebeu que ele também havia se limpado todo.
A barba azulada que havia aparecido em apenas uma noite já estava muito bem raspada.
Os hormônios faziam com que a textura de sua pele parecesse áspera em certas áreas específicas.
Isso não parecia nada ruim.
Pelo contrário, lhe dava uma sensualidade madura, e o pomo de adão e os contornos do pescoço e do rosto eram sensuais.
— Por que está me encarando? Devia estar encarando o seu hambúrguer.
— Eu... não consigo comer tudo. — Os grandes olhos de Jéssica Sousa piscaram, um tanto travessos.
— Coma o que puder, e o que sobrar, eu como.
Caleb Valente disse aquilo com naturalidade.
Jéssica Sousa ficou surpresa; este era mesmo aquele homem germofóbico?
Jéssica Sousa comeu até ficar satisfeita sob a observação atenta de Caleb Valente.
Porém, o hambúrguer parecia ter sofrido apenas um dano superficial.
Jéssica Sousa sentiu-se constrangida, ela já tinha se esforçado bastante, e até se engasgado.
Neste momento, Caleb Valente pegou uma garrafa de refrigerante da geladeira do quarto, que era uma versão importada em garrafa de vidro original.
Ele a abriu e colocou um canudinho: — Beba.
Jéssica Sousa pegou: — Obrigada.


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