Lucas fechou a porta do quarto principal.
Ele estava irritado com o escândalo da criança, então jogá-lo para Jéssica resolver era mais prático. Ela tinha um forte sentimento pelo menino e não era alguém de guardar rancor.
Lucas conhecia Jéssica e sabia que ela cuidaria bem da criança.
Ele se sentiu um pouco cansado, então caminhou até o quarto de hóspedes ao lado para descansar um pouco.
Ao fechar a porta, deparou-se com Roberta sentada na cama, usando um minivestido rosa de alcinha.
Assim que Roberta o viu entrar, abriu um sorriso largo e foi ao seu encontro.
— Lucas, a Jéssica cuidou do menino?
Lucas disse: — Não se preocupe. Ela é muito apegada. Vai acalmar a criança.
Roberta sorriu de orelha a orelha. Aproximou-se e apertou suavemente os ombros de Lucas, querendo ajudá-lo a tirar o paletó, mas ele deu um passo para trás e abriu a porta: — Já que está tudo resolvido, vá dormir.
O sorriso no rosto de Roberta foi imediatamente substituído por um traço de rancor.
— Lucas, eu fiz algo de errado? — Embora as palavras de Roberta fossem submissas, seu tom mantinha uma intenção de superioridade.
— Não. Eu achei que você ia entender o que eu quis dizer. — Lucas respondeu. — Eu não quero ser um homem como o meu pai.
Roberta fechou as mãos com força novamente.
Não quer ser como o pai? Lucas realmente disse isso. Estava insinuando que ela era do mesmo nível das modelos dos casos extraconjugais dele?
Roberta chorou de raiva: — Mas Lucas, eu não sou como elas. Eu sou a mãe legítima da criança. Você também quer dar uma família completa para o nosso filho, não quer?
Mas Lucas respondeu com frieza: — Eu tinha pedido para você não ter essa criança, e você concordou comigo. O nascimento dele foi um erro irreparável.
Aquilo deixou Roberta sem reação.
A autoconfiança que ela sempre teve, naquele momento, desmoronou um pouco.



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