A cintura fina da mulher movia-se de forma leve pelo bar. Uma hora ela abria a geladeira, noutra puxava o armário, indo e voltando para segurar todas aquelas garrafas.
Seu corpo se movia com leveza; a cintura fina balançava sob a luz, revelando curvas deslumbrantes.
Ao vê-la na ponta dos pés, esticando o braço com esforço para tentar alcançar as coisas do armário mais alto, Caleb grudou nela pelas costas no mesmo instante.
O braço dele rodeou a lateral do corpo dela para cima. Com muita facilidade, ultrapassou a mão dela e a voz baixa caiu nos seus ouvidos: — É isso aqui?
Ele visualizou latas de água com gás sem marca, mas com uma embalagem bem requintada.
— É! — Jéssica concordou animada. Era aquilo mesmo o que queria.
Caleb era alto demais; sem esforço, segurou com firmeza e puxou para entregar na mão dela. — Caleb... obrigada.
Ela riu enquanto virava a cabeça, e assim que o fez, notou que os dois haviam se juntado fortemente em um abraço.
Seus corpos estavam pertinho e as suas respirações se embolavam.
Caleb precisou se conter com muita força. Desviou o olhar dos lábios macios dela com esforço, e seu gogó subiu e desceu suavemente.
A mão de Jéssica tocou por impulso na garrafa de água com gás. Ela limpou a garganta, tentando fazer a voz não soar abalada. — Você não falou. Que tipo de bebida quer?
— Qualquer uma serve.
As ferramentas no bar eram bem completas e a técnica de coquetel dela também não brincava. Tinha passos caprichosos e os movimentos eram de uma limpeza quase profissional.
A coqueteleira balançou por um bom tempo na mão dela; no fim, saíram líquidos de duas cores completamente diferentes.
O copo era azul claro, enquanto o outro era rosa claro.
Ela empurrou a bebida de cor azul para Caleb. Sorrindo sem abrir os dentes, disse: — Quer provar?


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