Com um estrondo nítido, a tela rachou e cacos de vidro voaram pelo chão.
Guilherme ficou paralisado ao lado da mesa, com o rosto branco como papel.
Moveu os lábios, mas não se atreveu a dizer uma palavra.
Roberta ainda não estava satisfeita.
Ela se virou e avançou para a mesa de Lucas, atirando o enfeite de ébano no chão com um aceno de mão.
Logo em seguida, agarrou o café ainda fumegante na mesa e atirou-o, copo e tampa, no chão.
O líquido marrom espirrou na sua roupa branca cara, mas ela não notou, com os olhos vermelhos.
— Lucas! Que direito tem de me tratar assim! — A voz dela estava tão estridente que quase falhou. Os saltos altos faziam barulho ao pisar no chão.
— Quem disse no começo que ia me proteger a vida toda? Quem disse que ia colocar todos os recursos do Grupo Albuquerque nas minhas mãos?
— E agora diz que não tenho capacidade? Por que não achou que eu não tinha capacidade antes?
Ela levantou a mão para alcançar as coisas na estante encostada na parede.
Era um vaso de porcelana que o Patriarca Augusto gastou oito dígitos para arrematar no leilão anos atrás.
Guilherme não aguentou e finalmente falou: — Roberta, aquilo você não pode...
Antes que pudesse terminar a frase, Roberta já o havia agarrado. Virou-se e deu um sorriso quase louco para Lucas.
— Se não quer que eu fique bem, então suas coisas também não vão ficar bem.
Ela abriu os dedos.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Magnata Me Cobiçava Há Anos