As mãos de Roberta tatearam a camisa de Heitor de forma provocante. Ela jogou a cabeça para trás, encarando-o com os olhos cheios de obsessão.
Heitor percebeu; ela o desejava.
Sendo experiente, Heitor sabia captar muito bem quando uma mulher demonstrava vontade.
É claro que ele também não via problemas em aceitar, mesmo que ela já tivesse uma reputação muito ruim e fosse conhecida por atos audaciosos. Isso não o afetava, afinal, o próprio Heitor já estava em ruínas, então com que moral exigiria castidade de uma mulher? Além disso, era nítido que ela estava apaixonada por ele. Uma mulher que não sente nada não pediria por isso de maneira tão ativa.
Recusá-la naquele momento destruiria totalmente o clima.
Heitor não tinha motivos para negar e ele também dependia dela para lutar com todas as forças por seu futuro.
Sendo assim, naquela situação, ele não apenas não poderia rejeitar, como também tinha de tomar a iniciativa, alimentando aquela loba.
Uma mulher satisfeita seria cheia de energia e se dedicaria a ele de corpo e alma.
Ainda assim, ele se preocupou por um segundo:
— E a criança...
— Não se preocupe. — Roberta riu, encostando-se nos braços dele: — O médico disse que está muito estável. O sexo é permitido neste estágio.
Ela já havia pesquisado na internet que as relações íntimas moderadas eram permitidas no segundo trimestre de gestação, antes de ir até ali.
— Sendo assim, posso ficar tranquilo...
Heitor semicerrou os olhos e acariciou a cintura e as costas de Roberta com a mão.
Como se tivesse sentido algo, o corpo de Roberta tremeu de leve.
As pernas de Roberta se enrolaram na cintura dele com desejo.

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