Caleb passou a maior parte do tempo encarando o rosto dela.
Ela disse: — Meu marido... Eu...
As palavras que não saíram de sua boca logo foram interrompidas pela voz do homem.
Ele claramente havia adivinhado a intenção dela.
Mas ele a advertiu.
— Este jogo não pode terminar de qualquer jeito.
— Não foi de qualquer jeito. — Embora estivesse com a cabeça meio bagunçada, Jéssica tinha contado.
Não foi mesmo de qualquer jeito.
Caleb segurou o queixo dela com os dedos e usou as pontas deles para brincar com os lábios e dentes dela.
E então a olhou fixamente.
— Você precisa aceitar por completo, é algo preparado especialmente.
— Não está um pouco frio?
A respiração dele trazia de forma sutil um sorriso preguiçoso e presunçoso.
— Se eu te abraçar, você não sentirá frio.
A voz rouca ecoou perto do ouvido de Jéssica. Ela estava quase chorando, lutando para manter o resto da consciência que ainda tinha.
— Não sinto frio...
Sua súplica doce e aflita fez aflorar a perversidade intrínseca de Caleb.
O homem enterrou o rosto no pescoço dela, deu uma leve fungada e perguntou com a voz arrastada e em tom de brincadeira: — Você não vivia dizendo que queria observar bem a paisagem lá fora?
Jéssica balançou a cabeça freneticamente: — Não, não quero mais olhar. Eu olho amanhã...
Porém, a astúcia natural de Caleb não era algo que qualquer pessoa conseguisse suportar.

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