O Padrinho(Triologia Ella Monteiro) romance Capítulo 1

Acordei cedo hoje, é segunda- feira e já estou ansiosa...hoje vou ligar para o Pitty !

Meu nome é Melissa, mas todos me chamam só de Mel, tenho 18 anos, faço cursinho pré-vestibular de manhã e a tarde trabalho como auxiliar de escritório na empresa do meu pai, ele tem duas lojas na cidade, uma só de tintas e a outra de materiais de construção.

Já terminei o ensino médio e agora vou prestar alguns vestibulares, eu quero fazer direito igual ao Pitty.

Ando estudando bastante, só nesses próximos meses tenho vários para prestar, porém o que mais está me deixando ansiosa é o desse próximo final de semana, porque é na cidade do Pitty e eu vou pedir para ficar na casa dele para ir fazer a prova.

Na verdade o nome dele é Piter, mas quando eu era pequena, não conseguia falar o nome dele e o chamava de Pitty, ai pegou o apelido, até hoje só o chamo assim.

Ele era namorado da minha tia quando eu nasci, aí meus pais os chamaram para serem meus padrinhos de batismo.

Sempre gostei muito dele, tanto que quando eu estava com cinco anos, ele e a minha tia terminaram o namoro, eu fiquei tão brava, que fiquei uns três dias sem falar com a minha tia.

Mesmo depois do rompimento, ele continuou a frequentar a minha casa sempre, uma vez que ele era amigo dos meus pais e meu padrinho. Foi assim por vários anos, até que quando eu estava com 10 anos, ele arrumou um emprego numa empresa multinacional num outro estado e foi morar longe de mim.

Eu sentia muita falta dele, mas ele nunca me abandonou, vinha me ver sempre que podia, vinha no natal e nos meus aniversários nunca faltou.

Meu carinho por ele era imenso, eu era super apegada no meu padrinho desde pequena, até que no meu aniversário de 14 anos, ele veio para a festa, me trouxe um notebook de presente dizendo que eu ia precisar para conversarmos daqui para frente...eu não entendi, e foi então que ele me deu a pior notícia do mundo: Tinha sido transferido no trabalho e iria embora do país ! Eu não podia acreditar, comecei a chorar, ele me abraçou e disse que era só por um tempo, mas eu estava inconsolável.

Enfim, naquela noite eu tive até febre, acho que nunca chorei tanto na vida, no dia seguinte não conseguia nem abrir os olhos direito, de tão inchados que ficaram.

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