Night Sky aproximou-se da mesa, com as costinhas eretas como uma tábua, pronto para saborear a refeição.
Embora Hugh não o mimasse muito, ele o educara bem. Quando Night Sky comia, fazia-o com seriedade — de forma lenta, limpa e com postura.
Rhea acomodou-se ao lado dele e não disse uma palavra, apenas observando-o comer.
Ela percebeu que o simples fato de estar ali sentada, em silêncio, vendo-o apreciar a comida que ela mesma preparara, a preenchia com um contentamento sereno.
Ele devia estar faminto. Night Sky devorou a tigela inteira de macarrão.
“Obrigado, mamãe. Está realmente uma delícia.” Ele pousou o garfo.
O coração dela amoleceu com aquilo. Então ele não estava zangado por ela ter demorado tanto tempo para voltar por ele?
“Não precisa agradecer. Depois de todos esses anos, a mamãe finalmente pode cozinhar para você. Estou feliz.” Os olhos dela ficaram marejados.
Night Sky de repente segurou a mão dela. “Mamãe, deixe o passado no passado. Contanto que você não me deixe de novo, não me ignore mais, e que ninguém nunca mais diga que eu sou uma criança sem mãe, eu serei feliz.”
Rhea não esperava que ele cedesse tão rápido. Suas palavras a feriam e a aqueciam ao mesmo tempo.
Ela não pôde evitar puxá-lo para um abraço. “Não se preocupe. Nunca mais vou te deixar.”
“Eu não quero mais o papai, então, mamãe, você não pode me abandonar”, disse Night Sky.
Ao mencionar Hugh, Rhea ficou na defensiva. “Um pai como aquele? Esqueça-o. De agora em diante, você tem a mim e à Penelope. Isso é o suficiente.”
“Sim.” Ele sentia o mesmo.
...
Rhea estivera de bom humor ultimamente, e sua eficiência no trabalho disparou.
Esta noite seria o último serão. Assim que terminasse isso, o grupo poderia funcionar perfeitamente de novo — talvez até superando os números antigos.
O tempo passou voando, e ela trabalhou até muito tarde. Havia prometido às crianças em casa que, não importa o quão tarde ficasse, ela voltaria.
Ela arrumou as coisas e pegou o elevador para a garagem subterrânea.
*Ding* — as portas se abriram no B1. Assim que se afastaram, duas figuras entraram rapidamente.
No segundo seguinte, alguém pressionou uma gaze sobre sua boca e nariz. Um forte odor químico inundou seus sentidos. Sua cabeça girou. Suas pernas fraquejaram. A escuridão a engoliu.
Dois homens com máscaras pretas a ergueram e correram pela garagem.
Apenas dois minutos depois, um carro sem placas saiu disparado pela saída subterrânea…
Uma fábrica abandonada. Quando Rhea recobrou a consciência, percebeu que seus pulsos e tornozelos estavam amarrados.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Muito bom, porém em algum momento começam a trocar os nomes do personagens e aí fica tudo muito confuso e difícil de acompanhar, e eu esperava mais do final, uma história tão cheia de detalhes mas com um final simples demais!...