O carro de Charles já a esperava do lado de fora do shopping. Antes que Jessica pudesse reagir, ele a empurrou para o banco de trás, e o veículo arrancou antes que Jim conseguisse alcançá-los.
“O que diabos você está fazendo? Se continuar com isso, eu vou chamar a polícia!”, ela gritou, furiosa com aquele domínio, mas seus pensamentos estavam um turbilhão.
Charles ainda não tinha dito uma palavra, mas Arthur já a agarrava com força. “Mamãe, não chama a polícia! Eu sou seu filho, e ele é seu marido. Estamos só levando você pra casa.” Ele parecia absolutamente convencido de que ela tinha perdido a memória.
Jessica encarou aqueles olhinhos suplicantes e quase não conseguiu resistir.
“Você... Eu nunca nem fui casada. Como poderia ter um filho do seu tamanho? E marido, então, muito menos”, disse ela, obrigando-se a afastar Arthur.
Mas o pequeno se virou para Charles com um ar sério no rostinho e disse: “Papai, a mamãe está sofrendo muito. Ela não lembra de nada, nem que somos os homens da vida dela. Você devia chamar um médico pra ajudar.”
Charles franziu o cenho. Sofrendo? Se alguém aqui está sofrendo somos nós dois.
Seus olhos afiados varreram a mulher furiosa ao lado. Ela nem reconhece o próprio filho. Será que ela perdeu mesmo a memória?
De qualquer forma, ela era a mãe de seu filho, sua mulher. Era natural que fosse para casa com eles.
De repente, o carro freou bruscamente. Os pneus gritaram no asfalto, e os três quase perderam o equilíbrio no banco de trás.
“Flint!”, Charles gritou, estreitando os olhos para o motorista.
“Desculpe, Sr. Hensley, mas... veja. Aquele carro nos cortou e bloqueou a pista.” O motorista apontou para a frente.
Um carro preto tinha se colocado à frente deles e parado. Jessica o reconheceu na hora: era o carro de Jim.
Segundos depois, outros veículos pararam atrás, cercando-os completamente.
Então, Jim saiu de seu Maybach preto com sua postura habitual, elegante e firme. Caminhou direto até a frente do carro de Charles e ficou ali parado. Era uma declaração silenciosa de guerra. Ninguém levaria sua irmã sem passar por ele.
Jessica sabia que Jim apareceria. Ele não deixaria Charles levá-la embora.
Mas não esperava que ele chegasse tão rápido.
Arthur entendeu que aqueles homens estavam ali para levar Jessica. Ele a abraçou com mais força e gritou: “Mamãe, eu não vou deixar você ir de novo! Você não pode abandonar eu e o papai!”
Aquela voz imperiosa soava exatamente como a do pai.
Os olhos de Charles se estreitaram. Ele virou-se para Arthur e ordenou friamente: “Fique de olho nela. Não a deixe sair do carro.” Então o homem abriu a porta e desceu para encarar Jim.
Jessica assistia nervosa enquanto os dois homens se enfrentavam do lado de fora. Era como reviver um momento de dois anos atrás. Sempre que se encontravam, acabava em confronto.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Muito bom, porém em algum momento começam a trocar os nomes do personagens e aí fica tudo muito confuso e difícil de acompanhar, e eu esperava mais do final, uma história tão cheia de detalhes mas com um final simples demais!...