Jessica entrou no jardim de bambu e logo avistou Brittany sob uma árvore florida. Ela estava agachada, cavando a terra com as mãos.
Curiosa, a jovem se aproximou e ouviu a mãe recitando baixinho um poema: “As flores caem e se espalham, pétalas dançam ao vento. Quando o vermelho se apaga e o perfume se vai, quem lamenta por elas?”
Esse não é o mesmo poema que aquela atriz famosa recita ao enterrar magnólias naquele filme?
Ela está cavando um buraco pequeno. Será que ela também está enterrando magnólias?
Quando Jessica chegou mais perto, o pequeno Pomerânia correu até ela, latindo feliz e abanando o rabo, claramente reconhecendo-a.
Os latidos chamaram a atenção de Brittany, que levantou o olhar e sorriu ao ver Jessica. Em seguida, se levantou e caminhou até ela. “Jessie, você veio me ver.”
Ela estendeu a mão para segurar a da filha, mas logo recuou, preocupada com a sujeira nas próprias mãos.
A jovem a observou por um momento. Apesar de tudo, ainda conseguia ver ali a mãe que conhecia.
“Mamãe, o que está fazendo?”, perguntou com suavidade.
“Ah, essas flores caídas parecem tão tristes. Estou dando a elas um enterro digno.”
“Que bonito. Você aprendeu isso com aquela atriz famosa?”
Brittany franziu o cenho. “Atriz famosa? Seu pai me disse que as flores são as coisas mais bonitas do mundo. Quando caem, devem ser enterradas com cuidado, pra que o perfume delas dure pra sempre.”
Meu pai?
Ela mencionou o papai da primeira vez que a vi não o biológico, mas o adotivo. Ela deve estar falando do mesmo homem agora.
A influência dele sobre ela é profunda.
Talvez a história dos dois seja mais complicada do que parece.
“Foi o papai quem te ensinou a fazer perfume também?”, perguntou Jessica.
Os olhos de Brittany brilharam ao ouvir sobre Hector. O rosto dela se iluminou de admiração. “Sim, seu pai era incrível. Ele não só fazia perfumes pra mim, como também me ensinou a criá-los. Pena que eu só aprendi metade...”
“O papai fez um perfume pra você? Era o Cherish?” Jessica se animou na hora.
Ela estava com o frasco na bolsa. Rapidamente o tirou e mostrou para Brittany. “Sente o cheiro. É esse?”
“Cherish? Sim, é esse! Foi o perfume que Hector fez...” Brittany pegou o frasco, emocionada.
Jessica havia encontrado aquele perfume no quarto dos pais e suspeitava que tivesse sido feito especialmente para Brittany.
Mas então, por que eu também tenho o mesmo perfume, se ele era exclusivo?
Nem ela, com todo o seu talento, conseguia reproduzir algo tão belo.
“Sim. Seu pai dizia que só esse perfume era digno de mim.” O rosto de Brittany se iluminou novamente ao falar de Hector.
De repente, ela pareceu ansiosa e tentou pegar o frasco de volta.
“Devolve! Esse é o meu tesouro!”
“Tudo bem, tudo bem. É seu tesouro, ninguém vai roubá-lo. Você precisa guardá-lo bem.” Jessica tentou acalmá-la, vendo o quanto ela estava aflita.
A fórmula do Cherish ainda era um mistério, e agora ela havia descoberto o Yearning. Se conseguisse entender os dois, talvez finalmente alcançasse o nível do pai na arte da perfumaria.
É uma pena o Sr. Walsh estar ocupado com as aulas ele poderia me ajudar a avançar mais rápido.
“Sim, tenho que protegê-lo. É o único tesouro que seu pai me deixou.” Brittany trancou o frasco na gaveta rapidamente.
Observando, Jessica perguntou com cuidado: “Mamãe, vi que você ainda faz perfumes. Sabe quais flores e ervas o papai usou nesse que fez pra você?”
“Claro. Ele dizia que o perfume feito para mim devia ter rosa e laranja-doce, com frésia nas notas de coração...”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Muito bom, porém em algum momento começam a trocar os nomes do personagens e aí fica tudo muito confuso e difícil de acompanhar, e eu esperava mais do final, uma história tão cheia de detalhes mas com um final simples demais!...