Pelo que sabia, Jessica não tinha visto Charles nenhuma vez desde que saíra da Residência Hensley.
Hugh não precisava adivinhar o motivo da visita de Charles. Assim que ele desceu do carro e lançou um olhar direto para eles, ficou claro: ele veio por causa de Jessica!
Os olhos de Hugh se tornaram frios. Ele não podia permitir que Charles e Jessica se reconciliassem!
Com isso em mente, ele se aproximou de propósito com uma caixa de flores nas mãos e fingiu tropeçar bem diante dela.
— Cuidado! — Jessica agiu por instinto, tentando evitar que as flores se espalhassem, e estendeu a mão para ajudá-lo.
Mas, em vez de segurá-lo, acabou perdendo o equilíbrio e caindo por cima dele.
As flores se espalharam no chão, cobrindo os dois. Jessica se lamentou pelas flores esmagadas.
— Ai... — Hugh soltou um gemido exagerado de dor.
Só então Jessica percebeu que ele podia ter se machucado e perguntou, preocupada:
— Você tá bem? Se machucou?
Ele fez uma careta, colocando a mão nas costas:
— Minhas costas... acho que você quebrou minhas costas!
— O quê? — Jessica se levantou rapidamente de cima dele, aflita. — Está doendo muito? Quer que eu te leve ao hospital?
Hugh segurou o pulso dela para impedi-la:
— Não, não precisa... acho que não é tão grave assim...
— Mas—
Antes que pudesse terminar a frase, uma voz gélida soou atrás deles:
— Vocês não acham que deveriam ser mais discretos em público?
A maneira como Charles disse isso deixava implícito que eles estavam fazendo algo inapropriado.
Jessica congelou ao ouvir a voz.
Ela não se virou imediatamente, mas sabia quem era — ainda que, de certa forma, a voz soasse estranha.
Vinte dias... Fazia vinte dias desde a última vez que o vira. E o fato de saber isso com tanta precisão a pegou de surpresa.
— Tio Charles? Por que... por que você está aqui? — Hugh fingiu surpresa, esforçando-se para se sentar. Jessica rapidamente o ajudou.
Ela, porém, manteve uma expressão indiferente, sem nem sequer olhar para Charles.
O que ela não percebia era que, quanto mais tentava ignorá-lo, mais evidente ficava sua resistência.
Charles a encarava com frieza. O olhar afiado passou pelos dois de cima a baixo.
— Deveria ser eu a perguntar. O que vocês estão fazendo aqui?
O jeito como Hugh estava agindo com Jessica era íntimo demais. Seria possível que ele estivesse tentando se reaproximar?
Hugh sentiu a tensão no ar, mas fingiu não notar. Encarando Charles com naturalidade, respondeu:
— Só estou ajudando a Jess.
Jess?
O apelido bateu como um golpe nos ouvidos de Charles. Aquilo indicava proximidade, intimidade.
Mas duas figuras surgiram em seu caminho — os seguranças de Charles.
Ela respirou fundo, tentando conter a irritação, e se virou novamente para encará-lo:
— O que você quer?
Charles, com um terno impecável e postura firme, a olhou com frieza:
— Só quero ver meu filho. Você pode me mostrar onde ele está?
Jessica quase perdeu a paciência. Olha a ousadia dele — como se fosse um favor!
Pior: pelo tom e postura, era como se estivesse exigindo.
Ela sabia que ele não aceitaria um não.
Mas não cederia tão facilmente.
— Tio Charles, você não pode forçá-la assim — Hugh interveio, ficando ao lado dela.
— Isso não é da sua conta — respondeu Charles com um tom gélido. A frieza de sua voz era cortante.
A tensão no ar se intensificou. Charles estava a ponto de ordenar que Hugh saísse dali.
Jessica olhou a cena com incredulidade e disse, sem esconder o desprezo:
— Eu não vou te mostrar nada. Mande seus seguranças saírem do meu caminho! — disse firme, encarando-o com determinação.
Charles continuou em silêncio, os olhos fixos nela. Mas não se moveu, nem mandou seus homens se afastarem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Muito bom, porém em algum momento começam a trocar os nomes do personagens e aí fica tudo muito confuso e difícil de acompanhar, e eu esperava mais do final, uma história tão cheia de detalhes mas com um final simples demais!...