Jessica havia perdido a confiança em si mesma e temia que suas emoções descontroladas só piorassem.
Então, como se enxergasse sua alma, Charles segurou sua mão e a advertiu em voz baixa: "Vou te dar liberdade, mas nem pense em me deixar. Não se esqueça, você me prometeu que nunca iria embora."
Jessica estava prestes a responder, mas as palavras lhe faltaram. Afinal, ela realmente havia feito essa promessa e desejava passar a vida ao lado dele. Não esperava vacilar tão rapidamente.
Após um breve silêncio, ela falou novamente: "Obrigada. Eu vou voltar." No fundo, Jessica sabia que não suportaria deixá-lo.
No entanto, naquele momento, ela também não conseguia aceitar Fiona ou o bebê.
Mesmo que não fosse Charles quem quisesse o bebê...
"Mamãe, você vai mesmo embora? Para onde está indo?"
Jessica estava na entrada da Residência Hensley, pronta para partir rumo ao aeroporto.
"Sim, preciso ir para o exterior resolver algumas coisas."
"Por que tenho a sensação de que você está fugindo?" Arthur a olhou desconfiado.
Os olhos de Jessica brilharam por um instante. Arthur estava cada dia mais perspicaz. Jessica deu um leve peteleco em sua cabeça. "Não precisa se preocupar comigo. Cuide-se enquanto eu estiver fora."
Arthur cruzou os braços e bufou. "Mamãe, que covarde você é. Se fosse eu, não iria embora. Quem devia sair era aquela mulher." Para Arthur, Jessica estava apenas fugindo da realidade.
Charles permaneceu ao lado, ouvindo a discussão dos dois sem dizer nada. Na verdade, ele também não queria que ela fosse. Mas sabia que mantê-la ali não ajudaria em nada.
Jessica não quis continuar discutindo com o filho. Virou-se para Charles e caminhou até ele, inclinando-se para ajeitar delicadamente a gola de seu paletó. "Cuide-se."
Charles ainda estava sentado na cadeira de rodas. Ele ergueu a mão, tocando a nuca dela e puxando-a para si, selando seus lábios com um beijo intenso.
Jessica prendeu a respiração antes de cair no colo de Charles. Ele a envolveu nos braços, aprofundando o beijo.
Claro que Jessica não conseguiu afastá-lo. Talvez por estar prestes a partir, o beijo de Charles era ao mesmo tempo terno e arrebatador, quase demais para ela suportar.
Arthur não aguentou assistir e sumiu dali.
Fiona queria se despedir de Jessica, mas ao ver os dois se beijando, parou a poucos passos de distância.
Ela deveria ter se virado, mas, por algum motivo, ficou ali, observando o quanto Charles sofria com a partida de Jessica.
Nunca conhecera um homem como Charles, tão devotado a uma única mulher.
Um leve brilho diferente surgiu nos olhos de Fiona. De fato, quem não a invejaria? Até eu desejo esse homem agora...<\/i>
Agora que Jessica realmente havia partido, Fiona achou que talvez tivesse uma chance.
Jessica finalmente conseguiu se desvencilhar do beijo apaixonado de Charles. Seus lábios estavam inchados e ela respirava com dificuldade.
"Certo... Preciso ir para o aeroporto", disse baixinho.
Os olhos azuis de Charles estavam fixos no rosto corado de Jessica. Sua voz saiu rouca: "Você vai mesmo embora? Vai mesmo me deixar?"
Ele mesmo sugerira que ela se afastasse para espairecer. Foi ele quem permitiu, mas também era ele quem mais sofria com a partida.
Jessica já havia decidido. Assentiu. "Sim. Espere por mim." E depositou um beijo em sua testa.
...
O avião decolou, levando Jessica para longe de Charles.
Jessica chegou à escola onde aprendera a criar perfumes, em busca de seu mentor, Steven. Fazia muito tempo que não se viam.
"Você chegou na hora certa. Minha equipe e eu estamos desenvolvendo uma nova fragrância para aliviar a ansiedade." Steven ficou radiante ao vê-la.
Jessica deu de ombros, um tanto constrangida. "Desculpe, não posso ajudar. Minhas emoções estão uma bagunça agora."
Steven a observou atentamente antes de dizer: "Eu percebi. Você parece cansada. Aconteceu alguma coisa?" Ele fez uma pausa e continuou: "Por que Charles não está com você? Ele te magoou?"
Jessica balançou a cabeça. "Não, fui eu..." Pensou um pouco antes de continuar: "Perdi meu bebê."
Os olhos de Steven se arregalaram por um instante, compreendendo tudo. "É bom você sair um pouco, não se torture com pensamentos ruins." Enquanto falava, pegou um frasco e entregou a ela. "Esse aroma vai te fazer bem. Inspire quando se sentir para baixo."
Jessica pegou o frasco, inalou o perfume e, imediatamente, uma sensação clara e revigorante tomou conta de seu corpo, como se todas as emoções negativas tivessem sido lavadas.
"Sr. Walsh, talvez, enquanto eu estiver aqui, eu consiga me reencontrar", disse Jessica, esperançosa de redescobrir seu lado positivo.
Steven deu um tapinha em seu ombro. "Você só precisa atravessar esse momento. Não há nada que não possa superar."
Jessica se juntou à equipe de Steven para ajudar no desenvolvimento da fragrância, percebendo que fazia muito tempo que não se ocupava tanto assim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Muito bom, porém em algum momento começam a trocar os nomes do personagens e aí fica tudo muito confuso e difícil de acompanhar, e eu esperava mais do final, uma história tão cheia de detalhes mas com um final simples demais!...