— Se a sua mãe ouvisse isso, ela daria uma lição em você. — Charles lançou-lhe um olhar de soslaio.
Arthur arqueou uma sobrancelha, imperturbável. — É por isso que estou dizendo enquanto ela não está aqui. Não fique convencido e não ande aprontando por aí. Se você algum dia magoar a minha mãe...
— Isso não vai acontecer. — Charles o interrompeu, com a voz firme.
— É verdade. Caso contrário, você e a mamãe não teriam me dado uma irmãzinha. — Ele sabia que os dois ainda estavam loucamente apaixonados.
Arthur olhou em direção à janela. — Então, por que Sua Majestade ainda não voltou? Não me diga que ela esqueceu o seu aniversário. — A verdade era que ele também sentia falta da mamãe.
— Ela disse que foi buscar o meu presente. — Os lábios de Charles se curvaram em um sorriso, embora sua paciência estivesse se esgotando enquanto esperava, ansioso para ver o que ela havia escolhido.
— Falando em presentes, eu tenho um para você. — Arthur puxou uma caixa de presente e a entregou.
Charles alternou o olhar entre ele e a caixa. — O que é isso? Desde quando esse garoto me dá presentes?
— Abra e veja. — Arthur sorriu de modo travesso.
Charles pegou a caixa. Aquele sorriso o deixou com a pulga atrás da orelha. — Você não está me armando uma cilada, está?
— Vamos lá, velho, desde quando você tem medo de algo? Estou te dando um presente e você está sendo paranoico?
— Eu não estou com medo. Só não confio em você. — Como se o filho pudesse ter intenções puras.
Arthur suspirou e balançou a cabeça. — Ai, essa doeu. Esqueça, então — devolva aqui. — Ele tentou agarrar a caixa de volta.
Charles esquivou-se. — Não se devolve um presente depois de entregue. — Ele abriu a tampa.
Lá dentro, ele viu o que era e piscou. — Isso é... — Após uma breve pausa, ele a retirou da caixa.
Era uma réplica de uma pistola, fabricada com um acabamento tão limpo que passaria por real à primeira vista.
Arthur viu que ele estava boquiaberto e riu. — Pare de olhar assim. É falsa. Eu mesmo a fiz. Trate-a como uma arma de brinquedo.
O olho de Charles estremeceu. Uma arma de brinquedo? O que ele achava, que o pai tinha cinco anos?
Ele olhou para cima com o rosto sério. — Você mesmo a fez?
— Sim. Achou legal? — Foi o primeiro presente feito à mão que ele já dera a alguém. Nem mesmo a mamãe recebera essa honra.
— Está bom o suficiente. Eu aceito. — Charles tentou disfarçar, mas seus olhos não conseguiam esconder o sorriso.
O menino estava crescendo — e tinha feito um presente de aniversário para o pai com as próprias mãos.
Eles esperaram um pouco mais. Arthur brincou com a irmãzinha até o bebê cair no sono. A mamãe ainda não tinha voltado.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Muito bom, porém em algum momento começam a trocar os nomes do personagens e aí fica tudo muito confuso e difícil de acompanhar, e eu esperava mais do final, uma história tão cheia de detalhes mas com um final simples demais!...