—Marcos Dourado, me põe no chão agora.
Valentina Lacerda tapou o nariz e a boca, tentando bloquear aquele cheiro, e também preocupada em não vomitar ali mesmo.
Marcos Dourado percebeu que Valentina realmente estava se sentindo mal e, com todo cuidado, a colocou de volta no chão.
—O que houve?
Valentina o afastou, sem permitir que ele se aproximasse mais.
—Não é nada, só estou com o estômago meio ruim.
Ela conteve o enjoo e ficou parada na calçada, deixando o vento fresco aliviar um pouco o desconforto.
Marcos foi até o carro, pegou uma garrafinha de água e entregou a ela.
—Melhorou um pouco?
Valentina aceitou a água. —Obrigada.
Bebeu alguns goles e realmente sentiu-se um pouco melhor.
—Acho melhor te levar ao hospital. Olha só o seu rosto, está pálida. E o seu pé machucado também precisa ser examinado por um médico.
Marcos disse isso já se abaixando, pronto para pegá-la no colo de novo.
Desta vez, contudo, Valentina recusou.
—Não se preocupe, consigo andar sozinha.
E, dizendo isso, seguiu trôpega na direção do carro de Marcos.
Ele ficou parado, com as mãos vazias, observando Valentina preferir andar descalça pelo asfalto frio a aceitar ser carregada por ele. A expressão gentil foi desaparecendo de seu rosto, e um olhar frio tomou conta de seus olhos.
Até quando Valentina Lacerda resistiria a aceitá-lo?
Logo, porém, Marcos recompôs o semblante cortês, escondendo sua frieza, e apressou-se para alcançá-la.
—Deixe-me ajudá-la, cuidado com o chão.
Ele apoiou delicadamente o braço de Valentina e a ajudou a entrar no carro.
No hospital, Valentina foi primeiro cuidar do ferimento no pé.
Após um exame de imagem, o médico constatou que não havia fratura, apenas uma torção nos ligamentos, que melhoraria com alguns dias de repouso.


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