Durante o dia, ela agia normalmente com ele, mas à noite a linha que os separava ficava evidente.
Na terceira noite, Marcelo finalmente perdeu a paciência.
— Bianca.
— Sim?
— Você voltou a dormir no seu quarto porque estou atrapalhando o seu sono? — Ele perguntou em um tom sério.
Bianca deu uma risadinha:
— Claro que não, você é muito calmo ao dormir, quase não se mexe.
— Então eu roubo o cobertor? — Marcelo continuou com a investigação.
Dessa vez, Bianca soltou uma gargalhada genuína, os olhos brilhando de diversão:
— Também não, o cobertor é imenso, dá para nós dois de sobra.
Marcelo observou o sorriso dela e sentiu-se um pouco mais aliviado, mas a questão continuava sem resposta.
— Será que... eu tenho deixado você sob pressão ultimamente?
— Pressão? — Bianca piscou os olhos, sem entender. — Que tipo de pressão?
Marcelo ficou em silêncio por dois segundos, fixou o olhar no rosto dela e disse lentamente:
— Pressão na nossa intimidade. Nós estamos fazendo amor com muita frequência?
— Não! — Bianca negou rapidamente, as bochechas corando de vergonha, enquanto abaixava a voz. — Não há pressão nenhuma.
— Então eu não estou correspondendo às suas expectativas nesse sentido? — Marcelo insistiu.
Afinal, ele já tinha trinta e cinco anos. E se, apesar de achar que dava conta do recado, Bianca não estivesse satisfeita na realidade?
— Não, não, não, não! Você é incrível, o melhor de todos! — Bianca protestou impulsivamente. Se Marcelo não fosse bom o suficiente, não existiria nenhum homem capaz no mundo.
Que Marcelo, por favor, não inventasse de ser competitivo nesse aspecto!
Só depois de responder com tanto fervor que Bianca percebeu a loucura que acabara de dizer!


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