— Não tem... camisinha aqui. — Bianca disse com o rosto corado. Estando em uma idade com tanto pela frente, ela não queria acabar engravidando por acidente.
— Eu trouxe. — Marcelo tirou uma caixa inteira do bolso do roupão.
Bianca olhou para a caixa cheia de preservativos e pensou: Uma caixa inteira... será que eu vou conseguir dormir esta noite?
Marcelo percebeu a timidez dela, um traço de diversão cruzou seu olhar e seu tom de voz suavizou:
— Quer beber um pouco de vinho?
Como se tivesse encontrado a salvação, Bianca assentiu de imediato:
— Quero!
Marcelo pegou uma garrafa de vinho tinto na adega, encheu duas taças e entregou uma a Bianca.
Ela aceitou e tomou pequenos goles. O líquido refrescante escorrendo pela garganta aliviou um pouco a sua tensão.
Marcelo sentou-se ao lado de Bianca, bebendo de sua taça com calma.
Quando a taça esvaziou, o rosto de Bianca ficou ainda mais quente só de pensar no que estava prestes a acontecer.
Vendo que a taça dela estava vazia, Marcelo a pegou e colocou ambas no criado-mudo.
Quando as mãos do homem começaram a se mover, Bianca sussurrou:
— Senhor Amaral, na próxima vez... podia me avisar com um pouco de antecedência?
Os movimentos de Marcelo pausaram por um segundo, enquanto as pontas dos dedos dele acariciavam suavemente o lóbulo quente da orelha dela:
— Um aviso de que a gente vai transar?
Para Bianca, as mãos de Marcelo eram como brasas, onde quer que ele tocasse, a pele ardia como se estivesse em chamas.
— Sim... Com essas investidas de surpresa, eu não consigo me preparar e fico muito tensa. Claro que o vinho ajuda um pouco, mas ainda fico nervosa.
Os lábios de Marcelo curvaram-se em um sorriso. Como ela conseguia ser tão adorável?
Ele soltou um suspiro suave e murmurou no ouvido de Bianca:
— É uma boa sugestão, mas acredito que um aviso prévio deixaria você nervosa o dia inteiro.
Ao ouvir aquilo, Bianca até achou que ele tinha certa razão, mas ainda assim insistiu:

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