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O Preço do Amor romance Capítulo 260

Diogo atendeu imediatamente:

— Oi, Joana.

— Amor, acabei de acordar e vi sua mensagem. — A voz de Joana tinha o tom preguiçoso e suave de quem acabara de despertar. — Pode trazer qualquer coisa para o café, compre o que achar melhor.

— Tá bom, vou escolher alguma coisa, então.

Eles jogaram conversa fora por mais uns instantes e desligaram.

Diogo ergueu a mão, observando a aliança singela no anelar, e esfregou-a levemente com o polegar.

Talvez fosse a hora de encontrar uma oportunidade e levar Joana para escolher um par novo.

Ou... encomendar alianças exclusivas, feitas sob medida.

O agito no grupo havia se acalmado por enquanto.

Após terminar sua higiene matinal, Marcelo pegou o celular para dar uma espiada.

Nem Fabiano, nem Diogo haviam respondido.

Quem dera as caras, sabe-se lá de onde, fora Renato, que disparara três mensagens seguidas.

— Renato: ????

— Renato: Acordar e dar de cara com vocês três exibindo alianças???

— Renato: Tem piedade da minha alma! @Marcelo @Fabiano @Diogo, vocês não pararam para pensar nos sentimentos do único solteiro do grupo?!

Até do outro lado da tela era possível sentir a indignação e a inveja na voz de Renato.

Marcelo leu o lamento do amigo, com um sorriso de canto nos lábios, e seu humor melhorou ainda mais.

Ele digitou uma resposta.

— Marcelo: Pensei, sim.

A resposta de Renato foi instantânea.

— Renato: E mesmo assim postou?

— Marcelo: Porque eu quis.

— Renato: ... Marcelo, você mudou! Você não era assim! Antes você era o mais frio do grupo e o mais indiferente às mulheres! E agora é o primeiro a esfregar o romance na nossa cara!!!

— Marcelo: Pois é. Quando se casa com a pessoa certa, tudo muda.

— Renato: ............

Renato mandou uma série de reticências, seguida de um adesivo que dizia "Tô em depressão".

Marcelo o ignorou calmamente, saiu do grupo e tocou na foto de perfil de Bianca.

Marcelo sentou-se e comeu sem pressa. A mão esquerda estava um pouco limitada pelo gesso, mas os movimentos da direita continuavam impecáveis e elegantes.

Ergueu a mão para contemplar a aliança sob o sol da manhã. Era simples, mas infinitamente agradável de se olhar.

Observando-o de lado, Graziela não se conteve e abriu um sorriso:

— Senhor, esta aliança nova é muito bonita.

Marcelo ergueu os olhos e olhou para ela:

— É sim, muito bonita. Foi a minha esposa quem desenhou.

O tom de sua voz carregava um orgulho que ele mesmo não percebia.

Graziela assentiu freneticamente:

— A senhora é incrível. Não só sabe projetar prédios como também desenha joias. Esta aliança é muito sofisticada, combina perfeitamente com o senhor.

Marcelo deu um leve sorriso, sem dizer nada, e voltou a comer.

Assim que terminou o café, partiu para o trabalho.

No carro, a luz matinal invadia os vidros, banhando a mão direita de Marcelo.

Ele a ergueu ligeiramente e olhou para a aliança no anelar que brilhava de forma suave sob os raios de sol. O sorriso em seus lábios era impossível de conter.

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