Marcelo assentiu, parecendo bastante satisfeito com aquela reação:
— Bom. Fazer um bom trabalho é a obrigação de vocês.
Em seguida, não perdeu mais tempo. Entrou novamente em seu escritório e fechou a porta atrás de si.
Do lado de fora, a secretaria virou um verdadeiro hospício.
— Uhuuul!
— Já não quero mais trabalhar hoje, só quero planejar o roteiro de viagem!
— Primeiro precisamos escolher o destino! Maldivas, Taiti, Suíça, Hokkaido...
Alan, observando os colegas que normalmente eram a personificação da calma e do profissionalismo, lançou um olhar para a porta fechada do escritório. Em pensamento, ergueu o polegar em sinal de aprovação para o Senhor Amaral.
Genial, simplesmente genial.
Aquela iniciativa foi uma jogada perfeita.
Ele não só compartilhou seu ótimo humor com todos, como também ganhou a lealdade da equipe e deixou o moral dos funcionários lá em cima.
Mas a verdadeira razão por trás daquilo era óbvia até para uma criança: o Senhor Amaral estava vendo a vida cor-de-rosa. Gastar um pouco de dinheiro para alegrar a equipe não significava nada para ele no momento.
Se a esposa estava feliz, o Senhor Amaral também estava.
E se o Senhor Amaral estava feliz, toda a empresa saía ganhando.
Os sons abafados de comemoração na secretaria chegavam ao escritório. Marcelo os ouvia perfeitamente, e o sorriso em seus lábios se alargou um pouco mais.
Ele caminhou até a mesa e sentou-se, sentindo uma paz de espírito que nunca experimentara antes.
Gastar dinheiro para fazer os funcionários felizes havia sido uma ótima decisão.
E, acima de tudo, ele estava de bem com o mundo inteiro hoje.
Marcelo ergueu a mão direita, fixando o olhar na aliança de platina que repousava no dedo anelar.
A lembrança da noite anterior invadiu sua mente: o olhar terno e concentrado de Bianca enquanto deslizava a aliança por seu dedo, e as bochechas coradas dela ao confessar que gostava um pouco dele.
Seu coração parecia mergulhado em água morna, aquecido e repleto de uma agradável palpitação.
O som sutil de duas batidas na porta quebrou o silêncio.
Marcelo assumiu sua postura habitual e ordenou:

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