Bianca não sabia se ria ou chorava com a atitude dele.
— Você é muito preparado e ágil, hein.
Marcelo segurou a alça da mala e disse a Bianca:
— Vamos, vamos subir.
Ao chegarem diante da escada, Bianca viu que seria difícil para ele com apenas uma mão. Ela se adiantou e o ajudou a carregar a mala escada acima — e a mala realmente não estava leve.
Marcelo foi logo atrás dela. Observando a silhueta esbelta da esposa carregando a bagagem pelos degraus, ele decidiu que instalaria um elevador para ela.
Ao chegarem ao terceiro andar, Bianca hesitou por um instante e, de propósito, arrastou a mala até a porta do quarto de hóspedes, ao lado do seu.
Marcelo, por sua vez, parou na porta do quarto de Bianca e olhou para o outro lado.
— Eu vou dormir aí?
— E onde mais seria? — Bianca ficou parada ao lado da porta do quarto de hóspedes e virou-se para ele. — Minha mãe pediu para a funcionária arrumar tudo. Os lençóis e as fronhas são novinhos, o ambiente está ótimo. Vem dar uma olhada.
Na verdade, não havia nada arrumado; a cama nem sequer estava feita. Bianca só queria provocar Marcelo.
— Nós somos casados. — Marcelo continuou imóvel.
— E daí? — Bianca fingiu não entender.
— Marido e mulher devem dormir juntos. — retrucou Marcelo.
Bianca caminhou até ele, ergueu o rosto para encará-lo e fechou a cara de propósito.
— Marcelo, você está com o braço machucado. Não seria mais confortável e melhor para a sua recuperação dormir sozinho em uma cama de casal?
— Dormir em dois também pode ser muito confortável, e não atrapalha a recuperação. — Marcelo respondeu com naturalidade. — Além disso, se eu precisar de ajuda à noite, como beber água ou se o machucado doer, será muito mais prático ter você por perto.
O argumento era perfeito, impossível de refutar.
Bianca balançou a cabeça, sorrindo.
— Então acho que vou ter que abrir uma exceção e te acolher.

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