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O Preço do Amor romance Capítulo 374

— Ou será... — Marcelo fez uma pausa, e um traço de ironia fria cruzou o seu olhar. — Que é pelas suas atitudes recentes? Por ter apoiado o Felipe publicamente, ameaçado me tirar a Urbanismo Vanguarda e pressionado a Bianca em segredo, várias e várias vezes, só para nos forçar a terminar?

— Mãe, por qual dessas coisas a senhora acha que deveria se desculpar?

— Ou melhor, qual delas a senhora acha que um simples "me perdoe" pode apagar?

Dona Amaral ficou completamente sem palavras.

Marcelo não parou.

Havia coisas engasgadas há muitos anos. Já que ele havia começado, precisava colocar tudo para fora.

— A senhora acabou de pedir perdão. — A voz de Marcelo baixou de tom.

— Mas quando eu mais queria um pedido de desculpas na infância, a senhora não me deu. Quando fui forçado a aceitar o Felipe e me senti injustiçado, a senhora achou que era a minha obrigação. Agora, deitada nessa cama de hospital, depois de desmaiar de raiva pelas irresponsabilidades dele, a senhora acorda, me vê aqui ao seu lado e me pede perdão.

Ele forçou um sorriso, mas não havia calor algum em sua expressão.

— Mãe, a senhora não acha que esse pedido de desculpas chegou tarde demais e foi muito fácil de fazer?

— Além disso, — ele mudou o foco da conversa — não é a mim que a senhora deve o seu maior pedido de desculpas.

Dona Amaral olhou para ele, incrédula.

— É à Bianca. — Marcelo pronunciou cada palavra com firmeza.

— A senhora a criticou e humilhou de todas as formas possíveis por causa de um relacionamento passado, que foi perfeitamente normal e que já havia terminado. A senhora a julgou com a pior das intenções, a ameaçou com os métodos mais sujos e usou o futuro da Família Amaral e da Urbanismo Vanguarda para coagi-la. A senhora invadiu a casa dela no meio da noite, assustando a Dona Rosa, e a procurou sozinha várias vezes para torturá-la psicologicamente.

— Mãe, o que a Bianca fez de errado?

— O único erro dela, talvez, tenha sido aceitar o meu pedido e se tornar a minha esposa. E como a senhora não consegue aceitar que o seu filho escapou do seu controle, despejou toda a sua raiva e o seu desejo de dominação em cima dela.

— Esta é a última vez que deixo os meus limites claros para a senhora.

— Se não for capaz de respeitá-los e ainda tentar interferir ou me pressionar de qualquer maneira, então...

Marcelo não terminou a frase.

Dona Amaral finalmente percebeu que poderia perder aquele filho para sempre.

— Eu... — Os lábios de Dona Amaral se moveram, tentando dizer algo.

Ela sempre acreditou que o filho era contido, submisso e que, não importasse o que ela fizesse, ele acabaria cedendo no final.

Porque ele era um bom filho e porque levava as suas responsabilidades a sério.

Mas ela havia se esquecido de que ele também era um ser humano, feito de carne e osso, que sentia dor, que sentia raiva e que também podia ter o coração congelado pelo desespero.

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