Uma semana depois, os dois se encontraram no cartório.
O processo foi rápido.
Fotos tiradas, assinaturas recolhidas, documentos carimbados. Quando pegou a certidão de casamento e viu os nomes deles lado a lado, Bianca sentiu como se estivesse em um transe.
— Vamos ao seu apartamento, vou te ajudar com a mudança. — A voz de Marcelo soou ao seu lado.
Só então a ficha de Bianca realmente caiu: ela e Marcelo estavam casados. A partir daquele momento, morariam juntos e compartilhariam a mais íntima convivência, mesmo sem ela saber quase nada sobre ele.
Onde ele morava, quais eram os seus hábitos, do que gostava ou desgostava... ela não tinha a menor ideia de nada disso.
O motorista seguiu o caminho em total silêncio. Bianca e Marcelo sentaram-se no banco de trás, mantendo a distância de um braço entre eles.
— Este é o Alan, um dos meus assistentes. Se precisar de qualquer coisa no futuro, pode falar diretamente com ele. — Marcelo apontou para o homem no banco do passageiro.
— Olá, senhora. — Alan virou-se para trás e acenou com a cabeça respeitosamente.
Bianca respondeu com um murmúrio, um pouco sem graça.
O seu apartamento ficava num casarão antigo reformado, de três andares, com as paredes externas cobertas por trepadeiras.
— Eu moro no terceiro andar. — disse Bianca ao sair do carro.
Marcelo também desceu e pediu para Alan esperá-los lá embaixo.
O corredor era estreito e as luzes com sensor de movimento se acendiam ao som dos passos. Bianca pegou as chaves para abrir a porta, sentindo claramente a presença de Marcelo apenas meio passo atrás de si.
A aura dele a envolvia, trazendo consigo um aroma refrescante de cedro.
Ao abrir a porta, o pequeno estúdio de uns trinta, quarenta metros quadrados revelou-se um ambiente acolhedor e refinado. Um sofá bege, uma estante de madeira clara e paredes decoradas com aquarelas e esboços de design.
Do lado de fora das portas de vidro voltadas para o sul, havia uma pequena sacada onde algumas roupas recém-lavadas estavam penduradas no varal, além de alguns conjuntos de lingerie de renda pendurados ali. Na mesma hora, o rosto de Bianca esquentou.
Ela caminhou apressadamente para tentar recolher o varal, mas Marcelo segurou o seu pulso.
— Deixa que eu pego.
Marcelo esticou os braços para recolher as roupas. Com seus dedos longos e bem desenhados, retirou cuidadosamente aqueles tecidos macios.
Lingeries e pijamas foram dobrados peça por peça e colocados num cesto de vime ao lado.

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