Urbanismo Vanguarda, escritório do presidente.
Marcelo encerrou uma reunião exaustiva, massageou as têmporas e pegou o celular. Foi só então que viu a mensagem de Bianca sobre o jantar.
Seus dedos digitaram rapidamente: A que horas você volta? Mas ele apagou a frase em seguida.
Tentou escrever 'Mande o endereço do jantar', mas hesitou por um momento e deletou novamente.
Com que direito ele perguntaria? Ela sequer queria a preocupação dele?
Ele pensava assim, mas não demorou muito para que a raiva passasse.
Que seja, ele não ficaria mais irritado com ela.
Pelo menos ela se lembrou de avisá-lo sobre o jantar.
...
O restaurante japonês ficava escondido no fim de uma ruela silenciosa no centro da cidade. A privacidade era impecável, com todas as mesas dispostas em salas privativas.
Quando todos chegaram, contaram oito pessoas ao todo, incluindo Wilson: quatro homens e quatro mulheres.
No início, a atmosfera parecia normal.
Wilson proferiu as falas de praxe, dizendo para que não se sentissem pressionados, pois era apenas uma reunião informal sem espaço para conversas de trabalho, apenas relaxamento.
Ele tomou a iniciativa de pedir saquê, instruindo o garçom a encher as taças de todos.
Alegando desconforto estomacal, Bianca pediu apenas um chá oolong.
Wilson lançou um olhar para ela e comentou sorrindo com os outros: — A Bianca Correia é muito sensata. Faz bem em não beber; as mulheres precisam redobrar a atenção quando saem sozinhas.
Após algumas rodadas de bebida, o tom de voz de Wilson foi aumentando. Seus olhos passaram a vagar de maneira inadequada, percorrendo as colegas presentes na mesa.
Diana, que estava sentada ao lado de Bianca, tocou suavemente em seu joelho.
Bianca virou-se e viu que o rosto de Diana estava pálido. Segurando o abdômen, ela sussurrou: — Acho que desceu para mim. Estou com uma cólica horrível.
Wilson olhou na direção delas, demonstrando uma preocupação falsa: — O que houve, Diana? Não está se sentindo bem?

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