Elara fechou os olhos instintivamente, apertando os braços em volta da menina.
Não havia tempo para desviar.
Ela só podia esperar pela dor das garrafas e latas que se chocariam contra suas costas.
Nesse exato momento, uma mão forte a puxou junto com a menina para o lado.
Bang! Clang! Crash!
Os objetos caíram no chão, um após o outro, estilhaçando-se em pedaços.
O som ecoou, ensurdecedor e assustador.
— Minha filha! Minha querida!
Uma voz de mulher soou, trêmula de ansiedade e medo.
— Buááá... — A menina, ainda chorando, correu desajeitadamente em direção à mãe assim que a viu.
A mulher a examinou de cima a baixo, minunciosamente, e só depois de confirmar que ela não estava ferida, suspirou aliviada, abraçando-a com força, ainda em choque.
— Graças a Deus, você está bem! Graças a Deus... — Só ao sentir o calor do corpo da filha em seus braços, o coração da mulher finalmente se acalmou.
Ela então se lembrou das pessoas que haviam salvado sua filha, virou-se e curvou-se profundamente em gratidão.
— Senhora, senhor, muito obrigada! Muito obrigada! Se não fosse por vocês, eu... eu não consigo nem imaginar o que teria acontecido...
O homem lançou um olhar frio para a menina nos braços da mulher, seu tom um tanto ríspido.
— Não foi nada, apenas agimos por impulso. Mas é melhor levá-la ao hospital para ver se ela se machucou.
A mulher assentiu repetidamente.
Apesar de não ver nenhum ferimento aparente na menina, ela não parava de chorar, e a mãe não sabia se era de dor ou de susto.
Preocupada, ela agradeceu novamente pela sugestão do homem e saiu apressadamente com a filha nos braços.
O coração de Elara batia acelerado, ainda não totalmente recuperado do susto.
Ela permanecia nos braços fortes do homem, e só quando a mulher e a criança se foram, sua mente começou a se acalmar.
Um leve perfume pairava em suas narinas, uma fragrância amadeirada e fria, nada enjoativa.
Esse cheiro era excessivamente familiar para ela.
Sem precisar levantar a cabeça, Elara sabia quem era.
Ela só estava um pouco surpresa.
Ele não tinha ido embora? Quando ele voltou?
Elara se afastou discretamente dos braços do homem e finalmente viu a bagunça no chão.
Quase tudo da prateleira havia caído.
Elara observou, lembrando-se do barulho dos objetos se quebrando.
Se tudo aquilo tivesse atingido suas costas, na melhor das hipóteses, ela teria hematomas e dor por alguns dias; na pior, teria sangrado.
A situação era urgente, e Elara não teve tempo para pensar nas consequências.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Preço do Perdão
Cadê o final?? Diz esta completo, nao acho. Não teve o desenrolar da história...