(Ponto de Vista de Olivia)
— O número que você ligou não está disponível. Por favor, deixe sua mensagem após o sinal.
Respirei aliviada ao ouvir a mensagem automática, pois, naquela hora, Jay provavelmente ainda dormia e, por isso, digitei rapidamente uma mensagem dizendo "Me ligue quando acordar", guardando em seguida o celular de volta na bolsa.
Uma buzina soou atrás de mim no instante em que me virei para entrar no metrô. Ao olhar, encontrei o Maybach preto de Lucas Blackwood parado na calçada, com o motor emitindo um ronco contido, o que deixou claro que o influente Alfa da Matilha Pedra da Lua me aguardava.
Hesitei por um instante, mas logo voltei até o carro, e Lucas, inclinando-se, abriu a porta do passageiro.
— Achei que talvez precisasse de uma carona, afinal. — Disse ele, mantendo a expressão indecifrável.
Então, entrei no banco de couro e fechei a porta atrás de mim, mas, ao começar a agradecer:
— Obrigada, mas… — Interrompi-me porque me lembrei das palavras dele sobre o nosso arranjo e, sendo assim, compreendi que precisávamos manter as aparências, sobretudo se Ethan tivesse colocado alguém para me seguir.
Vendo a minha reação, os lábios de Lucas se curvaram em um leve sorriso, e ele comentou:
— Nada mal.
Olhei para ele de forma impotente, e acabamos trocando um sorriso, de modo que a distância silenciosa entre nós pareceu diminuir um pouco.
— Estava querendo perguntar… — Comecei, enquanto ele arrancava com o carro. — Eu esperei por você no encontro às cegas, porém quem apareceu foi Miles Blackwood. Então me diga, o que realmente aconteceu para ter essa troca de identidades?
A expressão de Lucas se tornou sombria, e ele explicou:
— Isabelle Stone se jogou na frente do meu carro naquela noite e acabei a atingindo sem querer.
Diante da sua resposta, arregalei os olhos e perguntei:
— Ela está bem?
— Nada grave. Como eu a levei para a Enfermaria da Matilha Crista de Prata, Miles foi no meu lugar. — As mãos dele se apertaram no volante. — Eu nunca imaginei que ele tentaria te machucar…
De repente, as peças se encaixaram e, percebendo tudo, concluí:
— Então foi a Isabelle quem conspirou com Miles para me drogar…
Lucas assentiu com gravidade e disse:
— Acredito que sim. Sinto muito por ter te causado problemas…
Observei seu perfil, notando o desconforto evidente, e perguntei:
— A Isabelle está apaixonada por você, não é?
— O quê? — Ele virou a cabeça para mim, mostrando surpresa genuína. — Não. De jeito nenhum! Eu não gosto dela… Muito menos tenho algo com ela!
A sinceridade de sua negação me fez sorrir, de forma que respondi:
— Não há necessidade de você se justificar comigo, Lucas. Afinal, nosso acordo foi feito apenas em razão do benefício mútuo, lembra?
Ele pareceu relaxar ao perceber minha indiferença e, logo em seguida, quis saber:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada