(Ponto de Vista de Ethan)
— Eu quero ver a Lily! — Exigi, mantendo os olhos âmbar fixos em Olivia com intensidade.
Não havia espaço para dúvidas: minha voz, carregada da força de um Rei Alfa, deixava evidente que não era uma sugestão, e sim uma decisão. O comando reverberou entre as paredes apertadas do chalé, preenchido pela intensidade da minha aura dominante.
Logo, o corpo esguio de Olivia enrijeceu, e seus olhos esmeralda, que antes eram suaves de amor, se transformaram em pedras faiscantes enquanto me encarava.
— Ethan Stone, como você ousa pedir para ver a Lily? — A voz dela saiu como gelo, cada palavra precisa como o golpe de uma lâmina.
Dei um passo à frente, confuso com a veemência dela.
— Ela também é minha filha, Olivia.
— Sua filha? — Olivia soltou uma risada vazia, sem humor algum. — A mesma filha que você negligenciou por anos? A mesma filha cujo aniversário você perdeu para comparecer ao evento escolar da Emma?
As palavras dela doeram, mas insisti.
— Eu tenho o direito...
— Você não tem direito nenhum! — Ela disparou, com a voz se elevando. — Você abriu mão de qualquer direito sobre a Lily quando escolheu a Victoria e a Emma em vez de nós, repetidas vezes!
Senti minha paciência se desgastar.
— Isso não é sobre o passado. Eu quero ver minha filha agora.
O semblante de Olivia se alterou, tomado por uma expressão que ia além da simples fúria. Era raiva, sim, mas mesclada a algo mais profundo, carregado de dor e talvez até de mágoa.
— Você não merece vê-la… — Baixinho, quase como um lamento, ela murmurou com a voz trêmula. — Não depois de tudo o que você fez!
Diante da situação, passei a mão pelos cabelos, frustrado. “Por que ela tinha que ser tão difícil? Por que não conseguia entender que eu precisava consertar as coisas com a Lily?”
— Olivia… Eu estou tentando consertar as coisas. Assisti às imagens da segurança, aquelas do que aconteceu na Piscina da Reflexão ao Luar.
Por um instante, seus olhos se arregalaram, revelando a primeira fissura em sua máscara gelada.
— Eu sei agora que a Lily não empurrou a Emma… — Continuei, suavizando o tom. — Eu estava errado em culpá-la sem investigar.

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