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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 188

(Ponto de Vista de Olivia)

Ao mergulhar da Ponte da Pedra da Lua, entreguei-me às águas geladas do Rio da Lua de Prata, que me engoliram sem piedade, arrastando-me para baixo enquanto eu permanecia imóvel, sem oferecer resistência.

Logo, o frio tomou conta de mim como um manto de clemência, suavizando a dor que me corroía, e mesmo com os pulmões queimando em súplica por respiração, ignorei cada grito silencioso.

Essa tinha sido a minha escolha. Minha libertação.

O peso do luto que me esmagava desde a morte de Lily pareceu se aliviar quando a água me carregou para mais fundo, porque já não haveria mais luta por uma justiça que nunca viria, nem a necessidade de assistir Victoria triunfar enquanto eu sofria.

"Lily, a mamãe está chegando…" ´Pensei, quando a consciência começou a se esvair.

Meus dedos se apertaram com força em torno do Pingente de Cristal das Cinzas da Lily, o pequeno recipiente que guardava parte dos restos da minha filha, e o cristal parecia arder contra minha palma, mesmo em meio à água congelante que me envolvia.

Na escuridão turva, imaginei Lily surgindo diante de mim, com as mãozinhas estendidas e o rostinho doce iluminado por um sorriso que me convidava a me juntar a ela.

Então fechei meus olhos verdes, deixando escapar o último sopro de ar em uma trilha de bolhas, conforme o rugido em meus ouvidos crescia, depois diminuía, até restar apenas o silêncio.

"Finalmente… Paz."

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(Ponto de Vista de Lucas)

Algo não estava certo. Eu havia observado Olivia de longe durante o funeral da Matriarca Evelyn, notando como a família Stone a isolava, e a derrota em sua postura despertara em mim um instinto protetor que não estava acostumado a sentir.

— Siga o carro dela. — Ordenei a Thomas Griffin, meu motorista. — Discretamente.

Ele assentiu, mantendo o veículo da Olivia à vista enquanto o seguíamos no meu SUV blindado. No entanto, quando o carro dela parou de repente na Ponte da Pedra da Lua e permaneceu imóvel por vários minutos, um alarme soou em minha mente.

— Pare aqui. — Ordenei, assim que percebi que ela não estava saindo do lugar.

Assim que Thomas estacionou alguns metros adiante e desci para o ar frio da noite, o odor de Olivia invadiu meus sentidos, impregnado de um desespero tão sufocante que fez meu lobo reagir de imediato, tomado pela inquietação.

A porta do carro jazia entreaberta, com a luz interna derramando um brilho frágil sobre o banco vazio, e segui o rastro até a ponte, acelerando os passos a cada metro que me aproximava dela.

— Olivia? — Chamei, com a voz ecoando pela ponte deserta.

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