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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 219

Busquei o ar em uma respiração profunda, procurando retomar o controle. A terapia, embora não tivesse eliminado a dor em dois anos, me ensinara a contê-la.

— Estou bem. — Garanti, com a voz mais firme do que eu realmente sentia.

Lucas deixou transparecer alívio, mesclado à tristeza, e eu reconheci no seu olhar a lembrança de quando me vira após a tentativa de suicídio no Rio da Pedra da Lua.

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(Ponto de vista em Terceira Pessoa)

Lucas Blackwood jamais esqueceria do dia em que recebeu aquela ligação. Depois de meses acreditando que Olivia havia perecido no rio, ouvir sua voz soara como um milagre… Ou uma piada cruel.

— Lucas? — A voz dela fora hesitante, quase trêmula. — Sou eu... Olivia.

Ele dirigira a noite inteira para chegar à cidade costeira onde ela estava hospedada, ainda descrente até vê-la de pé diante dele, mais magra e pálida, mas inconfundivelmente viva.

— Eu precisava de tempo. — Explicara naquela noite, enquanto tomavam chá. — Tempo para me curar das feridas psicológicas. Agora estou melhor.

Mas, mais tarde, ao ajudá-la na cozinha, ele notara as cicatrizes nos pulsos dela, linhas irregulares que revelavam a história escondida atrás de suas palavras calmas, e provas das tentativas de acabar com a própria vida quando o rio não conseguira levá-la…

O coração dele se partira novamente, e, sem conseguir conter a dor, ele a puxara para os braços, segurando-a como se ela pudesse desaparecer outra vez.

— Me desculpe. — Sussurrou. — Cheguei tarde demais.

No mesmo instante, Olivia apoiara a cabeça contra o peito dele.

— Já passou... Aliás, agora não estou mais sozinha, pois tenho minha mãe comigo.

A revelação o pegou de surpresa: Olivia reencontrara a mãe, Evelyn Winters, que passara anos em busca da filha após terem sido separadas na infância.

Olivia, marcada pelo trauma, não guardava lembranças dela, mas sua mãe a reconheceu de imediato ao vê-la nas reportagens sobre a Luna da Matilha Crista de Prata.

Quando nada mais parecia capaz de ajudá-la, foi o cuidado inabalável de Evelyn que arrancara Olivia do abismo. Sua mãe se tornara seu alicerce, o motivo de sua sobrevivência, depois que a morte de Lily e a traição de Ethan a lançaram à deriva.

E foi por causa da doença de Evelyn, que necessitava de tratamento específico oferecido apenas na Crista de Prata, que Olivia voltara a cruzar o caminho de Lucas.

No estacionamento, Lucas a conduziu até o carro.

— Imaginei que poderíamos começar a visita pelo Cemitério Luar Sagrado. — Sugeriu suavemente.

Olivia assentiu, com o olhar distante.

— Sim. Preciso ver a Lily.

Durante a ausência de Olivia, Lucas visitara o cemitério com frequência e descobrira que, ao contrário da cruel mentira de Victoria, o túmulo de Lily permanecia intocado, com a lápide ainda de pé.

Victoria havia explorado a dor de Olivia com uma urna semelhante, mais uma manipulação em sua campanha para destruí-la.

Quando chegaram ao cemitério, ela se aproximou do túmulo da filha com hesitação e, ao ver o memorial intacto, caiu de joelhos, deixando que as lágrimas de alívio corressem pelo rosto.

— Ela ainda está aqui… — Sussurrou. — Esteve aqui o tempo todo.

Na manhã seguinte, eles foram ao encontro do Dr. Bennett no Centro Médico Lua Crescente, onde o curandeiro idoso examinou atentamente os prontuários da Evelyn.

— Gostaria de examiná-la pessoalmente antes de recomendar qualquer tratamento definitivo. — Disse ele, em tom gentil mas profissional. — Poderiam providenciar a transferência?

Olivia assentiu, com o alívio estampado no rosto.

— Sim, claro.

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