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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 227

(Ponto de Vista de Olivia)

Enquanto a luz da manhã atravessava a janela da cozinha, organizei com cuidado as frutas da Lua frescas sobre uma pilha de panquecas fofas. Eram raras e custaram uma pequena fortuna, mas minha mãe merecia algo especial.

Depois, acomodei o café da manhã no meu Recipiente Térmico para Alimentos Infundido com Cristais, garantindo que se mantivesse aquecido até o Centro Médico Lua Crescente.

Quando entrei no quarto, o rosto da minha mãe se iluminou.

— Olivia! Que surpresa adorável.

— Bom dia, mamãe. — Falei, beijando-lhe a face. — Trouxe a sua comida favorita.

Os olhos dela se arregalaram ao ver as panquecas de fruta da Lua.

— Ah, querida, você não devia ter se dado ao trabalho!

— A senhora merece. — Insisti, acomodando a pequena bandeja sobre o colo dela.

Depois do café da manhã, ajudei-a a se acomodar em uma cadeira de rodas para o nosso passeio diário pelo Jardim Médico da Crista de Prata, e o ar primaveril estava fresco, carregando o perfume das flores em plena floração.

Logo, paramos perto de um pequeno parquinho onde dois filhotes interagiam, ou melhor, onde uma deles tentava interagir enquanto o outro permanecia arredio.

— Oi! Eu sou a Ruby! — Anunciou a garotinha, com o avental de paciente esvoaçando conforme ela saltitava animada. — Qual é o seu nome?

O menino, magro e pálido no avental igual ao dela, apenas a olhou rapidamente antes de desviar o rosto.

— Estou aqui porque minha barriguinha fica doente às vezes. — Ruby continuou, indiferente ao silêncio dele. — É por isso que você está aqui também?

Minha mãe riu baixo ao meu lado.

— Ela me lembra você.

Ergui a sobrancelha.

— Eu?

— Sim! — Assentiu. — Sempre tentando fazer amizade com os mais quietos. Lembra-se daquele menino que todos chamavam de "Gelinho"?

A lembrança me fez sorrir.

— Matheus! Ele não falava com ninguém.

— Mas você era bastante determinada. — Disse minha mãe, com os olhos aquecidos pela lembrança. — Todos os dias, você sentava-se com ele no almoço, falando sem parar, mesmo enquanto ele a ignorava.

— Até que parou de ignorar… — Completei. — Foram três meses até que ele finalmente falou comigo.

Observamos quando Ruby ofereceu ao menino calado uma pequena flor que havia colhido e, após alguns segundos de hesitação, ele a aceitou.

— Mesmo filhote, sua loba reconhecia os espíritos afins que precisavam de conexão. — Evelyn falou suavemente, com os olhos marejados pelas memórias. — Essa compaixão ainda vive em você, Olivia. Apesar de tudo.

No mesmo instante, apertei a mão dela, com a garganta apertada pela emoção.

Depois de sair do centro médico, dirigi até o restaurante de Pedra da Lua para minha reunião com Gwendolyn Pierce, e a influente loba já me aguardava à mesa reservada, elegante como sempre em seu terno impecável.

— Olivia, querida… — Cumprimentou, beijando-me levemente nas duas faces. — Você está radiante hoje!

Sorri, acomodando-me no assento.

— Sou grata por ter aceitado me receber em cima da hora.

— Quando se trata de talento como o seu, eu arrumo tempo. — Respondeu, indicando a pasta que eu havia levado. — Mostre-me o que fez com as minhas sugestões.

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