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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 27

(POV de Olivia)

— Minha mão! — Arquejei de dor, olhando horrorizada para o sangue que escorria por entre meus dedos. Tudo o que eu conseguia pensar era nos designs de cristal que eu ainda precisava concluir.

No instante seguinte, Lucas estava ao meu lado, com uma expressão preocupada.

— Você está sangrando muito. — Observou, examinando o ferimento sem tocá-lo.

Tentei me levantar, mas balancei tontamente, o choque e a dor me dominavam. Sem hesitar, Lucas deslizou um braço sob meus joelhos e o outro em volta das minhas costas. Ele me levantou sem esforço, aninhando-me contra seu peito.

— Vou te levar para o Abrigo Médico da Crista de Prata. — Anunciou, em um tom que não deixava espaço para discussão.

Através da visão turva pelas lágrimas, vi Ethan petrificado. Victoria ainda estava dramaticamente agarrada a ele. Mas, o rosto dele endureceu de raiva, quando Lucas me pegou no colo.

O motorista de Lucas abriu a porta do carro, antes mesmo de chegarmos.

— Siga pelo caminho mais rápido até o Abrigo Médico. — Instruiu, enquanto me acomodava cuidadosamente no banco de trás.

A viagem passou em um borrão de dor e ansiedade. Lucas manteve um silêncio respeitoso, ocasionalmente oferecendo palavras de consolo, quando percebia minha angústia.

No Abrigo Médico, o Dr. Marcus Fletcher nos esperava. Seu rosto familiar trouxe um pouco de conforto, enquanto ele examinava minha mão ferida.

— Os cortes são profundos. — Observou, limpando as feridas com cuidado. — Mas não há danos permanentes aos tendões ou nervos. Você teve sorte, Sra. Winters.

Eu balancei a cabeça entorpecida, observando enquanto ele removia meticulosamente os minúsculos fragmentos de cristal da palma da minha mão. Cada pedaço extraído enviava novas ondas de dor pelo meu braço.

— Sra. Winters, eu recomendo fortemente que você fique para observação. — Protestou o Dr. Fletcher, franzindo a testa para minha mão enfaixada. — Eu vou ficar bem. — Insisti, assinando os formulários de liberação, com minha mão ilesa. — Eu preciso voltar ao trabalho.

Enquanto eu juntava meus pertences e me dirigia para o corredor, uma figura esbelta entrou no meu caminho. Victoria bloqueava a passagem, e mesmo sua maquiagem perfeita era incapaz de esconder as sombras sob seus olhos. Suas unhas bem cuidadas batiam ritmicamente contra a parede.

— Você ainda continua com esse jogo... — Sibilou, com a voz baixa e venenosa.

Tentei dar um passo para o lado e contorná-la, mas ela se mexeu para me bloquear.

— Você não entende? Ethan sempre me escolherá. Eu sou aquela a quem ele realmente ama! Você não era nada além de um brinquedo conveniente.

Essas palavras atingiram minhas inseguranças mais profundas, reabrindo feridas que eu achava que estavam cicatrizadas. Por um momento, quase acreditei nela. Então, lembrei-me do beijo possessivo que Ethan me deu no banheiro, e da maneira como seus olhos escureceram de desejo, aquilo tinha sido para mim, não para Victoria. Essa percepção me deu força e, sem aviso, minha mão ilesa estalou contra o rosto de Victoria. O tapa ecoou pelo corredor, deixando uma marca vermelha perfeita em sua pele impecável.

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