POV ALICE.
Afundei o rosto no travesseiro e chorei até sentir que não restava mais nenhuma lágrima. Meu peito doía como se estivesse sendo rasgado de dentro para fora. Eu sabia que minha mãe tinha razão. Quando dizia ser melhor colocar a dor para fora do que deixá-la se acumular em nós. Choraria tudo, deixaria meu coração sangrar até que não restasse mais nada.
— Vou seguir o conselho da minha mãe e irei chorar e sofrer tudo que está causando dor ao meu coração. Então vou superar e recomeçar. Mas é tão difícil… Saber que perdi Darius, que ele não me quer mais como sua companheira, que meu filho pode ser rejeitado por minha causa. — Lamentei em pensamento, enquanto soluçava baixinho.
O cansaço venceu minha tristeza e, em algum momento, acabei adormecendo. No entanto, meu sono foi interrompido por um barulho vindo da porta de entrada e logo depois ouvi barulho na cozinha. Meu coração acelerou. Levantei-me devagar, limpando o rosto com as mãos.
— Mamãe. — Pensei. Mamãe sentia quando eu estava precisando de colo e carinho materno.
Talvez fosse minha mãe… Ela sempre fazia um chá para mim quando eu estava triste, olhei pela janela e já era noite. Caminhei até a cozinha esperando vê-la, mas assim que entrei, me deparei com uma figura desconhecida. Uma mulher que eu nunca vira antes estava ali, me encarando com um sorriso debochado.
— Quem é você? — perguntei, com a minha voz firme. Ela sorriu ainda mais, cruzando seus braços.
— Então você é a ex-companheira de Darius… A que o livrou da maldição? — Seu tom carregava uma falsa curiosidade, mas o desprezo transbordava em suas palavras.
Minha irritação aumentou instantaneamente. Quem era essa infeliz e como ousa invadir minha casa? A maneira como ela se referiu a Darius, como se tivesse intimidade com ele, me incomodou profundamente. A mulher continuou, seus olhos me analisando de cima a baixo.
— Não estou impressionada — continuou. — Você é tão simples. E vejo que andou chorando… Mas posso entender. Não deve ser fácil ser rejeitada pelo seu companheiro e expulsa de casa. — Falou.
A raiva subiu como fogo em minhas veias. Quem essa mulher pensava ser para invadir minha casa e tripudiar sobre minha dor? Respirei fundo, tentando manter a calma, e a encarei. E usei meu poder para saber quem ela era. Foi então que percebi… Ela não era humana. Uma bruxa. Os fios se conectaram em minha mente. Eu sabia quem ela era.
— Então você é a bruxa Agnes — afirmei, me encostando na parede. — Posso saber o que faz na minha casa? — Perguntei. Ela riu, se divertindo com minha percepção.
— Parece que você não é somente uma humana fraca e rejeitada, você é esperta. Sim, sou Agnes. E vim atrás de você. — Disse. Levantei uma sobrancelha.
— Posso saber o que quer comigo? — Perguntei. A expressão de Agnes mudou, tornando-se sombria. Seus olhos brilharam com um desejo cruel.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA.