O SÓCIO DO MEU MARIDO 39

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Alicia Rogers narrando

Eu deixo junto do motorista a Maria Alice no balé, Jonas me proibiu de andar sozinha com o carro, depois que ele descobriu o meu envolvimento com Mateus, ele deixou as coisas ainda mais complicadas e restritas do que era antes, eu sentia que todo mundo me vigiava para depois contar para ele como fo o meu dia e o que eu fiz.

Eu desço na frente do hospital onde meu pai está internado e quando entro no quarto eu vejo Mateus.

- Mateus – eu falo – achei que você estaria no Brasil.

- Eu adiei a minha passagem , eu não deixaria você aqui – ele fala – sem saber noticias de você, como você está.

- Eu estou bem – eu falo – eu te falei tudo que eu tinha para te falar naquela ligação.

- Foi ele que mandou, eu sei que foi. É ele que me enviou todas as outras mensagens – ele fala.

- Você precisa ir embora – eu falo.

- VocÊ precisa vir embora comigo, eu pago os custos do hospital do seu pai – ele fala – e a gente consegue na justiça a guarda da Maria Alice.

- Não – eu respondo – eu não vou me separar de Jonas e se ele souber que você estava aqui, complica tudo para mim. Então, por favor vá embora e nunca mais me procure.

- Alicia, o que a gente tem é forte de mais – ele fala.

- Me perdoe Mateus, mas eu sou casada com ele e é com ele que eu quero ficar – Mateus me encara – nada que você faça, vai me fazer largar ele. Obrigada por tudo que você fez por mim, eu sou eternamente grata.

- Quando você mudar de idéia ou ver que consegue se livrar de Jonas, me ligue – ele fala – eu não vou desistir de você, eu vou te ajudar Alicia, eu quero ficar com você.

- Por favor vai embora – eu falo chorando.

- Ele não merece você e ele não pode te fazer sofrer para sempre – ele fala e me encara – eu vou estar do seu lado para tudo que você precisar. – eu o encaro e ele sai do quarto.

Eu olho para cima da mesinha vendo que ele deixou uma sacola, eu me aproximo vendo que era um celular, dinheiro, endereço e uma chave e um recado.

“ Se você precisar de um lugar para ficar, Jonas não sabe da existência dessa casa”

Eu coloco o celular, a chave, o dinheiro e o endereço na minha bolsa. Não poderia deixar no quarto onde meu pai está

Eu fico cuidando a hora que eu precisaria buscar a Maria Alice, mas ainda faltava algum tempo, eu me aproximo do meu pai e pego na sua mão. Logo a enfermeira traz as coisas para fazer a barba dele e eu começo a fazer.

- Sabe pai, as coisas não estão fáceis para mim. Eu não gosto de falar as coisas ruins que acontece na minha vida para o senhor, mas está tão difícil não ter o senhor aqui comigo para me ajudar a me levantar, eu me sinto em um caminho sem volta, sem saber o que fazer e como lidar com toda a situação – eu deixo as lagrimas caírem em cima de sua mão – o senhor é tudo na minha vida e eu não me arrependo de nada que eu fiz por você, eu amo o senhor de mais e obrigada por ter sido o pai maravilhoso que você foi para mim.

Eu largo a gilete no pote de água e fecho os meus olhos, chorando muito e deixando que algumas lagrimas caia, é chorando muito que eu escuto

- Alicia – sua voz fraca me faz abrir os olhos e eu vejo seus lábios se mexendo – Alicia – ele diz

Eu aperto o botão chamando a

– eu falo – pai – eu sorrio – eu estou aqui meu pai – eu pego na sua mão.

- Minha filha – ele fala fraco, sua voz saia fraca e ele tentava abrir os olhos, quando ele abre os olhos e ele me ver ele abre um pequeno sorriso, só que todos os tubos em seu rosto impedia dele tentar falar algo.

Os enfermeiros entram correndo pela sala e quando ver que ele está acordado, eles me afastam.

batimentos estão alterados – eu escuto a enfermeira falar para o

favor, espere lá fora – O

que eu diga algo, eles me levam

até a recepção que tinha naquele

fazer uma ligação? – eu

- Claro – ela responde.

décor o celular de Jonas e depois de algumas tentativas ele

- Quem é? – ele pergunta.