A reação de Samuel em relação a Vanessa deixou Filomena um tanto intrigada.
Samuel estava naquela idade em que costumava ser bastante apegado aos pais.
No entanto, ao ver Vanessa, Samuel preferiu se esconder.
Será que Vanessa não tratava Samuel bem no dia a dia?
Filomena também não gostava de ver Vanessa, aquela pessoa de mau agouro.
Ela segurou a mão de Samuel, fingiu não ver Vanessa e se virou para ir embora.
Vanessa, ao perceber, apressou o passo e os interceptou.
“Senhorita, faz tanto tempo que não nos vemos, nem vai me cumprimentar?”
Filomena manteve o rosto frio. “Se tem algo a dizer, diga logo, caso contrário, não fique aqui atrapalhando.”
A expressão de Vanessa ficou por um instante paralisada, mas logo ela abriu um sorriso e respondeu: “Depois de amanhã vou ficar noiva de Gilmar. Espero que a senhorita possa nos prestigiar e celebrar comigo.”
Enquanto falava, tirou do bolso uma elegante carta convite dourada.
Filomena não aceitou e respondeu friamente: “Não vou ter tempo.”
Vanessa não se irritou. Em seu íntimo, estava certa de que Filomena, apesar da indiferença aparente, estava profundamente abalada.
Ha! Mesmo que aquela mulher tivesse seduzido Gilmar, de que adiantava?
A partir de agora, ela seria oficialmente a Sra. Vieira, respeitada por todos!
Já Filomena se tornaria apenas uma amante desprezada, condenada ao anonimato, sempre debaixo de seus pés!
Ao pensar nisso, Vanessa se sentiu eufórica e não conteve um leve sorriso nos lábios. “Não faz mal se não puder ir. Nossa festa de noivado será transmitida ao vivo para todo o país. Não deixe de assistir, senhorita. Quero muito receber a sua bênção sincera.”
Ao ouvir o tom falso de Vanessa, Filomena sentiu-se nauseada.
Ela respondeu com um sorriso leve. “Bênção? Então desejo que vocês dois se mereçam e fiquem juntos para sempre.”
Filomena ficou surpresa por um instante.
Em teoria, Samuel era filho de Vanessa. Ela não tinha, nem por posição nem por direito, qualquer autoridade sobre a relação entre mãe e filho.
Mas, ao ver a atitude de Samuel diante de Vanessa, percebeu que havia algo a mais naquela história.
Filomena agachou-se e o consolou em tom suave: “Não chore, prometo que vou levar você comigo.”
Ao ver Filomena e Samuel tão próximos, como mãe e filho, Vanessa sentiu um desconforto crescente.
“Filomena, Samuel é meu filho. Sem minha permissão, você não pode levá-lo!”
Vanessa avançou, tentando tomar Samuel à força.
Filomena bloqueou sua passagem. “Não ouviu? Samuel disse que não quer ir com você.”
Samuel, muito esperto, correu até o segurança que os acompanhava a uma curta distância.

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