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Ômega renascida: Vingue-se como uma Alfa romance Capítulo 3

Ponto de Vista de Aubrey

Sob o céu desabando em tempestade, a mansão da família Miguel se erguia majestosa sobre mais de um hectare de terra.

Pelas janelas altas e luminosas, eu podia ver a elite da alcateia: senhores e damas elegantemente vestidos brindando com taças cintilantes, conversando e sorrindo em meio ao luxo.

E eu?

A prometida do Alfa da Alcateia Shadowmoon, herdeira da linhagem poderosa da minha mãe... rastejava na lama, escondida pelas sombras.

Era quase cômico.

Na minha vida anterior, nunca entendi por que, mesmo sendo correta, gentil e leal à alcateia, jamais consegui despertar minha loba — enquanto Bailey, tão cruel e manipuladora, havia despertado a dela com facilidade ao completar dezoito anos.

“Será que a Deusa da Lua errou comigo?”

Essa pergunta me assombrou por anos.

Certa vez, sonhei com meu avô. Ele me repreendeu severamente, dizendo que a Deusa nunca comete enganos — apenas traça caminhos difíceis para nos fortalecer.

Ele estava certo.

Agora, a Deusa me deu uma segunda chance — um renascimento.

Desta vez, eu não cairia nas armadilhas de Bailey. Não comeria sua comida envenenada com drogas que inibem a loba.

Desta vez, eu despertaria.

Me tornaria a loba Alfa que nasci para ser, como minha mãe antes de mim.

E destruiria cada um dos que me traíram e me arrastaram até o fundo do poço.

Ponto de Vista de Bailey

Aquela idiota da Aubrey provavelmente ainda estava no escuro, sem entender por que nunca despertou sua loba.

Pobre coitada.

Girei minha taça de vinho com elegância, sorrindo com superioridade. Esta noite seria memorável — finalmente, Aubrey cairia em desgraça.

A festa se aproximava do fim, e o momento do espetáculo se aproximava. Peguei uma colher e bati levemente na taça, chamando a atenção de todos.

Estava prestes a dar meu show — e assistir Aubrey aparecer arrasada, ferida, desonrada após ser violentada por dois guerreiros Beta. Que cena maravilhosa.

“Senhoras e senhores…” comecei, com voz firme.

Mas fui interrompida por um estrondo.

As grandes portas de carvalho se abriram de uma vez, com violência.

E lá estava ela.

Aubrey surgiu no vão da porta, coberta de lama, com o rosto machucado e os cabelos molhados grudados na pele. Relâmpagos cortavam o céu atrás dela, transformando sua silhueta em algo quase sobrenatural.

Descalça, ensopada, com um sorriso gelado nos lábios e o olhar afiado como lâmina, ela observou cada rosto no salão — até encontrar o meu.

A intensidade do olhar dela me fez estremecer.

“Mas... ela não era virgem? Não diziam que o vínculo inicial era sagrado?”

O murmúrio se espalhou como fogo em mato seco.

Por fora, me mostrei nervosa. Por dentro, transbordava de satisfação.

“Não se preocupe, Aubrey,” exclamei, levantando a voz com dramatismo. “O pai de Henry vai garantir que você receba justiça!”

Olhei para ela, esperando ver seu rosto tomado pela vergonha e desespero.

Mas travei.

Aubrey não estava envergonhada. Não estava desesperada.

Ela apenas me observava — com frieza. Um olhar inexpressivo, silencioso… e absolutamente aterrador.

Como se enxergasse cada uma das minhas mentiras.

Como se me visse por completo.

Isso não fazia sentido! Aubrey era tola. Sempre foi!

Por um longo instante, o salão ficou em silêncio, enquanto ela me encarava.

Então, finalmente, sua voz soou. Rouca, baixa, gelada.

“As palavras que você acabou de dizer... está insinuando que eu traí o Alfa e me envolvi com outros lobisomens?”

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