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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 3732

Os ratos CanoRosa responderam ao toque sutil, roçando os seus focinhos delicadamente nos dedos do rapaz.

Após receber a confirmação dos seus fiéis companheiros, Ledo encheu-se de coragem e tomou a palavra.

"A minha irmã demonstra um profundo interesse pelas artes de Gu, e, como você possui um domínio excepcional sobre elas, eu te revelarei o que afeta o seu Rei Gu se você prometer ensiná-la com verdadeira devoção." Propôs ele.

Daniel ficou sem palavras.

"A nossa conversa estará encerrada se você não aceitar a minha oferta." Pressionou Ledo.

Daniel encarou o rapaz com extrema seriedade.

"Aprender as artes de Gu está longe de ser uma tarefa simples, envolvendo riscos imensuráveis, pois o menor descuido pode resultar em uma retaliação fatal por parte do inseto de Gu, ceifando a vida do aprendiz em um piscar de olhos." Alertou o mais velho. "Acredito que você tenha um grande amor pela sua irmã, então estaria mesmo disposto a permitir que ela corresse um risco dessa magnitude?"

"Todas as atividades que ela realiza atualmente são arriscadas, mas é isso o que ela ama fazer, e eu apoio as escolhas dela incondicionalmente." Declarou Ledo.

A paixão de Querida por criar novos venenos era de conhecimento geral, mas ninguém jamais tentou impedi-la, por mais perigoso que aquilo fosse.

Até mesmo Carolina Paz limitava-se a aconselhá-la a tomar cuidado durante os seus experimentos.

Afinal de contas, tratava-se de um dom extraordinário, e reprimir um talento tão promissor seria um pecado imperdoável.

As habilidades da garota tinham o poder de trazer inúmeros benefícios para a humanidade, e o mundo seria um lugar melhor com pessoas bondosas alcançando níveis cada vez mais elevados de maestria em suas respectivas áreas de atuação.

Era por esse motivo que Ledo sempre apoiou a busca incessante de Querida por aprimorar os seus conhecimentos.

Ele estaria disposto a oferecer as melhores condições possíveis para o crescimento dela se uma oportunidade de ouro surgisse em seu caminho.

No entanto, Daniel balançou a cabeça em negativa, frustrando as expectativas do rapaz.

"Esqueça, eu retiro a minha pergunta." Cedeu o homem.

Ledo franziu a testa, intrigado.

"Você perdeu o interesse?" Indagou ele.

"A minha curiosidade continua aguçada, mas as condições que você impôs são severas demais e ultrapassam os meus limites." Confessou Daniel.

"Você não deseja ensinar as suas técnicas para a minha irmã ou simplesmente não quer que os seus conhecimentos sobre as artes de Gu sejam compartilhados com o mundo?" Pressionou Ledo.

Daniel soltou um longo suspiro, e a sua voz assumiu um tom quase inaudível.

"Eu prometi à minha falecida esposa que jamais transmitiria os ensinamentos que ela me passou sobre as artes de Gu para outras pessoas." Revelou ele.

A curiosidade tomou conta de Ledo.

"Foi a sua esposa quem te ensinou a manipular o Gu?" Questionou o jovem.

Daniel confirmou com um aceno nostálgico.

"Exatamente, pois eu não nasci na Cidade M e desconhecia completamente as artes de Gu até que a minha esposa decidiu me ensinar tudo o que sabia." Explicou ele.

"Isadora?" Arriscou Ledo.

Daniel assentiu, surpreso com a perspicácia do garoto.

"Você por acaso a conheceu?" Indagou ele em troca.

Ledo balançou a cabeça em negação.

"Eu não a conheci pessoalmente, mas já ouvi muitas histórias a respeito dela." Admitiu o rapaz.

"Quem te contou essas histórias?" Exigiu saber Daniel, com os olhos fixos em Ledo.

Ledo não conseguia compreender tamanha lealdade.

"Mas a família Marques a machucou profundamente, então que importância tem os laços de sangue diante disso, pois a minha filosofia de vida se resume a amar aqueles que me amam e destruir aqueles que ousam me ferir!" Declarou o garoto, incisivo.

Daniel assentiu com uma admiração genuína brilhando em seus olhos.

"Eu compartilho da mesma visão que você, distinguindo claramente o amor do ódio, e, por mais que eu valorize a união familiar, tenho a plena consciência de que o amor deve ser recíproco, pois a entrega unilateral não passa de uma ilusão." Concordou o mais velho. "A verdade é que Isadora era perfeita em todos os sentidos, mas falhava em enxergar as reais intenções da família Marques... ou melhor, ela sabia perfeitamente a verdadeira face que eles escondiam, mas permitiu que a importância excessiva que dava aos laços familiares ofuscasse o seu julgamento!"

"Se você discordava dos princípios dela, por que aceitou as suas ordens, visto que ela era uma alma bondosa, mas a família Marques era formada por indivíduos cruéis e desprezíveis, uma verdadeira mancha em sua vida, então o seu dever seria garantir que todos aqueles que a feriram pagassem pelos seus crimes!" Indagou Ledo, indignado.

Daniel cerrou os dentes e franziu a testa, lutando contra as próprias emoções.

"Acredite, eu já pensei nisso inúmeras vezes, mas jurei diante dela que jamais levantaria um único dedo para destruir a família Marques!" Revelou o homem, atormentado. "Eu preciso ser um homem de palavra e honrar a promessa que fiz a ela."

Ledo apertou os lábios em um silêncio reflexivo.

O mundo dos adultos era um labirinto de complexidades intermináveis.

Se fosse ele no lugar do homem, não hesitaria em pisotear qualquer laço de sangue e promover um massacre sangrento para vingar o amor da sua vida!

Aqueles que ousassem causar dor à sua amada sentiriam na pele o peso da sua fúria, e a destruição se estenderia às famílias inteiras dos culpados!

Daniel percebeu o olhar de desprezo no rosto do garoto e decidiu justificar a sua passividade.

"O meu maior medo é que ela desperte e, ao descobrir a ruína da família Marques, decida virar as costas para mim para sempre." Confessou ele em um sussurro.

Ledo captou a essência das palavras do homem e não perdeu tempo.

"A Isadora ainda está viva e presa em um coma?" Perguntou o rapaz, ávido por respostas.

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