Ele estreitou os olhos enquanto via o outro ir embora, virou-se para o homem estrangeiro e disse:
— Esse caso chegou na polícia. Eles com certeza vão investigar e ainda por cima pegaram o criminoso. Aposto que vão tentar fazer alguma grande operação. Não devíamos fazer alguma coisa?
O estrangeiro franziu o cenho e ficou em silêncio por um momento, antes de pegar o telefone para ligar.
Ele conversou em inglês e desligou com raiva após dar suas ordens.
Como o homem ainda estava lá, ele voltou a falar em português:
— Por que não foi embora?
O homem fingiu que não entendeu o que ele tinha dito há pouco:
— Eu acho que a gente tem que levar isso a sério e fazer alguma coisa a respeito.
O estrangeiro respondeu:
— Não precisa se preocupar, já mandei resolver. Pode ir cuidar dos seus afazeres!
O homem assentiu:
— Tá bem.
O homem virou as costas e saiu. Assim que passou da porta do escritório, sua expressão mudou instantaneamente...
Mais de uma hora depois, a chuva finalmente diminuiu um pouco.
Fausta e Valdeci se despediram do casal Hugo.
Antes de sair, Fausta ainda tentou tranquilizar os dois:
— A gente tem uns amigos na Cidade M e já falamos para eles sobre a base na montanha. Eles vão dar um jeito de investigar a fundo, não se preocupem. Desta vez as coisas vão ficar claras e não vai terminar em pizza.
A mulher ficou emocionada ao ouvir isso:
— Que maravilha! Vocês são uns anjos que caíram do céu. Muito obrigada e na próxima vez venham nos visitar em casa, viu!
Fausta assentiu:
— Pode deixar, tchau.
Valdeci também disse um 'obrigado pela hospitalidade', entrou no carro e partiu.
Ao passarem pela grande ponte logo à frente, ainda havia água acumulada, mas estava bem mais baixa do que antes.
O cocheiro e Valdeci desceram para olhar.
O cocheiro falou baixinho:
— Precisam mesmo viajar hoje à noite? Com esse tempo péssimo, não é uma boa ideia. É perigoso demais, por que não esperam até amanhã?
Valdeci tomou a frente de Fausta:
— Ela quer muito ver uma pessoa e essa distância a deixa muito ansiosa, a sensação de esperar é angustiante para ela.
O cocheiro suspirou levemente:
— Você também não tem pulso firme, faz tudo que ela quer.
Valdeci respondeu:
— É minha obrigação.
O cocheiro argumentou:
— Que obrigação o quê? Você tem que proteger ela, beleza, mas acompanhar a menina de noite pra voltar pra Cidade de Pão não é seu dever não. Para mim você não sabe dizer não pra ela e não quer vê-la triste.
Valdeci:
— ...Isso.
Não conseguia dizer não mesmo.
O cocheiro continuou murmurando:
— Mas uma garota fofa e sensata dessas, até eu não aguento ver triste, que dirá você. Ela nasceu pra ser o xodó de todo mundo.
Após falar, ele comentou:
— Fica a dica: andar com ela desse jeito é perigoso.
Valdeci:
— Hã?
O cocheiro explicou:
— Sabe como é, o convívio diário traz sentimentos. Você fica perto dela, protege, mima, vai acabar se apaixonando um dia. Ela te trata como um irmão, e você como uma paixão secreta. Como isso vai acabar? Você é que vai sofrer no fim das contas.
Valdeci franziu as sobrancelhas e mudou de assunto logo de cara:
— Você deu duro esses dias.
O cocheiro respondeu de imediato:
— Que nada! Você já me ajudou antes, eu fico mais do que feliz em poder fazer algo por você.
— Certeza, são as três pessoas que saíram da casa do Hugo.
O homem com os olhos brilhando de raiva disse:
— Pede pros caras se prepararem. Não podemos deixar escapar! As pedras e os bichos peçonhentos tão prontos, né?
O outro confirmou:
— Tudo pronto. Se eles não morrerem esmagados, morrem envenenados!
O homem disse:
— Fiquem espertos e esperem meu comando!
O outro:
— Sim, senhor!
Um grupo de pessoas espreitava no meio da montanha, focado na estrada sinuosa lá embaixo, aguardando para se vingar.
De repente, um homem vestindo capa preta e máscara surgiu atrás do líder deles.
O líder franziu o cenho:
— Não falei para vocês ficarem alertas e esperarem o comando? Por que você veio para cá de novo? Que foi?!
Ao virar, ele percebeu que não era um de seus homens e ficou perplexo:
— O que você veio fazer aqui?
O homem de máscara não falou nada. Deu uns passos para a frente, agachou do lado dele e olhou para baixo.
O homem ao lado dele continuava confuso:
— Você não devia estar na caverna mexendo com suas pesquisas? O que tá fazendo aqui? Por acaso também tem coragem de matar alguém?
O homem de máscara não respondeu ao comentário e devolveu outra pergunta:
— Sabe quem você vai matar?
O outro respondeu:
— Quem?
O homem respondeu:
— Minha senhorita.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....