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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4278

Carlos foi direto pra beira da cama, puxou uma cadeira e disse friamente:

— Vamos conversar.

Daniel franziu a testa, e Carlos continuou:

— Se não quiser papo, eu mando espalhar as cinzas da Isadora agora mesmo.

Daniel travou por um instante, arregalou os olhos na mesma hora e se virou para olhar Carlos!

A respiração de Carlos estava calma, a expressão impassível, usando um tom super normal pra soltar a pior facada no peito de Daniel.

Daniel esbravejou, furioso:

— O que você disse?

O rosto de Carlos permaneceu neutro, e ele repetiu lentamente:

— Eu disse: se não quiser papo, eu mando espalhar as cinzas da Isadora agora mesmo.

Daniel perdeu a paciência:

— Você não se atreve!

Carlos cerrou os lábios num sorriso desdenhoso:

— Claro que me atrevo. E o que você vai fazer pra me impedir? Você não enlouqueceu, devia ter noção de qual é a sua posição agora.

A respiração de Daniel acelerou:

— Se fizer isso, você é pior que um animal!

Carlos soltou um 'tsc' e não deu a mínima.

Daniel falou arfante:

— Mexer com os mortos é um crime! Tocar num cadáver é contra a lei!

Carlos rebateu com desdém:

— Ela tá morta. Posso usar os meios legais pra cremar o corpo e depois espalhar as cinzas no vento, pra você nunca mais saber onde ela tá. E, quando você bater as botas, esquece essa história de se reencontrar com ela.

Daniel trincou os dentes:

— O mundo todo fala que você é impiedoso e cruel. Hoje tô vendo que é verdade!

Carlos não se abalou e apenas estreitou os olhos:

— Sabe que sou cruel? Ótimo, isso facilita as coisas.

— Deixa eu te explicar uma coisa: eu não sou a Carolina nem a Fausta. Eu não ligo pros seus sentimentos. O que me importa é o resultado.

— Se você não me der o que eu quero, vou fazer da sua vida um inferno. Eu sou ótimo em fazer os outros sofrerem.

— Escolher um cemitério com uma vista maravilhosa pra Isadora, ou jogar o corpo dela num esgoto qualquer. A decisão é toda sua.

Daniel arfava forte:

— Isso não é uma negociação! Você tá me ameaçando!

Carlos cruzou as longas pernas e encostou na cadeira, com postura de quem manda:

— Se a Isadora tá sob o meu poder, então eu tenho munição pra te pressionar.

— Mas eu não tô te ameaçando agora, tô te dando uma escolha.

— A chance tá aí. Se não quer aproveitar, a gente não precisa conversar.

— É verdade que eu quero saber a verdade, mas esses fatos não mudam em nada a minha vida nem a das pessoas que eu amo. Eu quero saber, sim, mas viver sem saber também dá na mesma.

Daniel:

— ...

Carlos prosseguiu:

— Pra ser mais direto, a nossa situação agora é a seguinte: a sua vida tá nas minhas mãos, mas você não representa risco nenhum pra mim.

A respiração de Daniel estava pesada e caótica. Ele olhava pra Carlos, furioso:

— Respeito aos mortos, você não pode mexer na Isadora!

Carlos continuou com o mesmo tom:

— Já caiu na real? Já aceita que ela bateu as botas?

A boca de Daniel se mexeu, mas som nenhum saiu:

— Feito.

Daniel, com os olhos avermelhados:

— Ela adorava paisagens com montanhas e lagos. Quero que ela seja enterrada num lugar assim.

Carlos:

— Vou separar umas opções de lugares pra você mesmo escolher.

Daniel deu uma leve travada, mas assentiu:

— Melhor ainda!

Carlos perguntou:

— Tem mais alguma condição? Pode falar.

Daniel trincou os dentes:

— A Isadora foi morta pela família Marques. É verdade que a Dara já tá morta, mas não é o bastante. Quero que todos eles morram! A Isadora me fez jurar não tocar neles, mas você pode. Você vai matar cada um deles pra mim. Quero o fim da família Marques, quero ver eles no inferno!

Carlos:

— ... Quem mata, paga. Eu não faço nada fora da lei. Mas eu posso dar uma lição neles. Coincidentemente, eles já me aborreceram bastante e eu não vou pegar leve.

Quando Fausta e Ledo estavam na Cidade M, a família Marques tramou mil e uma maneiras de machucá-los. Essa conta ainda tava aberta.

Daniel confirmou:

— Você não vai mesmo. Eles viveram armando emboscadas pra matar seu filho e a sua filha!

Carlos:

— Eu tô ligado. Não vou matá-los, mas vou deixá-los implorando pela morte.

Daniel fez um sinal de aprovação:

— E mais uma coisa. Manda a Fausta ficar de olho naquele Dante, aquele moleque não é flor que se cheire.

Carlos franziu a testa:

— Você conhece ele?

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