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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4350

Mas se houve a participação secreta de outras pessoas para que ele sobrevivesse, ele não sabia.

Carlos franziu levemente a testa, e a pessoa se apressou em perguntar:

— O guarda-costas do Zélio te procurou hoje à noite só pra saber quem foi o assassino do Zélio?

Carlos recolheu seus pensamentos: — Sim.

A pessoa suspirou: — Como ele bate na mesma tecla!

Pelo tom, não era difícil perceber que ele desprezava o 009.

A pessoa perguntou de novo: — Você sabe quem realmente matou o Zélio?

Carlos retrucou: — E você sabe quem realmente matou o Arthur?

A pessoa: — ... Eu não sei.

Carlos: — Eu também não.

A pessoa apertou os lábios e disse:

— Vamos fazer outro acordo. Você me ajuda a pegar aquele jovem guarda-costas do Zélio, e eu te ajudo a descobrir quem matou o Arthur, que tal?

— Assim que o verdadeiro culpado aparecer, você poderá limpar seu nome.

Um toque de deboche passou pelos olhos de Carlos: — Não me parece bom.

A pessoa se surpreendeu: — Você não quer limpar seu nome?

Carlos disse: — Eu não sou culpado, não preciso limpar nada.

A pessoa: — Mas você foi preso, está sendo acusado de um crime.

Carlos: — Se eu sou culpado ou não, quem decide sou eu.

O fato de ainda não ser a hora de esclarecer as coisas por certos motivos não significava que ele não tinha como provar sua inocência.

A pessoa perguntou: — Você está tão calmo, deve ter provas nas mãos pra se defender, né?

Carlos não respondeu, e a pessoa sorriu.

— Eu avisei que a tática deles não ia funcionar.

Carlos disse: — Vocês mataram o Arthur não apenas por minha causa, certo?

A pessoa não escondeu:

— É verdade, não foi só por sua causa. O Arthur quebrou as nossas regras e foi executado. Como a posição dele chamava muita atenção, precisávamos inventar um motivo pra morte dele, e acabou caindo no seu colo.

— O pessoal do mesmo nível do Arthur achou que, com seu filho nas nossas mãos e te acusando de assassinato, você ia ceder e colaborar com a gente de forma obediente. Eu avisei, eles não te conhecem, acharam que seria muito simples.

Ele falou, suspirando:

— Se você fosse tão fraco assim, não teria entrado no meu radar, nem se tornado o maior objetivo da minha vida.

— Carlos, eu estou competindo em excelência com você. Se eu conseguir te vencer, minha vida não terá sido em vão.

— Se eu perder pra você, eu aceito. Quem mandou você ser tão bom e tão forte.

Carlos já tinha ouvido essas palavras antes.

Mais de uma vez.

Sem interesse nesse papo, Carlos perguntou:

— Você foi colocado no lugar do Arthur pra continuar negociando comigo?

A pessoa disse:

— Tenho coisas pra resolver aqui, vou desligar. Carlos, a gente se fala depois. Tchau.

— Ah, se você não conseguir lembrar da minha identidade, pense bem na proposta que fiz agora pouco. Você pega aquele guarda-costas do Zélio, me entrega, e eu te dou uma informação que você quer muito saber.

Carlos estreitou os olhos: — Tipo...?

A pessoa disse: — Tipo, por que eu tenho tanto medo daquele guarda-costas?

Carlos franziu a testa: — ...

A pessoa disse: — Eu sei que você tá curioso pra saber a resposta. Você pega ele primeiro, e aí a gente conversa sobre ele.

Carlos perguntou: — Pra que você quer pegar ele?

A pessoa disse: — Pra ganhar crédito. Alguém quer pegá-lo. Se eu conseguir capturá-lo, recebo uma recompensa.

Carlos disse: — Ele luta bem, mas se você quiser pegá-lo, você consegue.

A pessoa riu de si mesmo:

— É que eu não tenho coragem de tocar nele. Eu pegar ele à força é diferente de você pegar e me entregar.

O celular do outro lado voltou a tocar freneticamente, e a pessoa disse:

— Tenho que desligar mesmo. Tchau, Carlos.

A pessoa desligou.

Carlos ouviu o sinal de ocupado no telefone e franziu a testa...

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