— Sr. Belo, alguém da Família Erman já o procurou para pedir desculpas e tentar um acordo?
— Sr. Belo, dizem que foi o senhor quem vazou o vídeo do assassinato. É verdade? Se for, qual foi o motivo? Por que não entregou o vídeo quando a polícia bateu na sua porta para provar sua inocência logo de cara?
— Sr. Belo, diga algumas palavras. O que o senhor acha de tudo isso?
— Sr. Belo! Sr. Belo! Sr. Belo...
Os repórteres se empurravam ferozmente. Carlos caminhou até o carro, onde os seguranças já haviam aberto a porta para ele.
Carlos estava prestes a entrar no carro, hesitou por um momento e parou.
Ele ficou ali parado ao lado da porta, olhou para todos e disse com muita calma:
— Tem um ditado chinês que diz: não julgue sem conhecer toda a história. Todo esse comportamento de criticar o Brasil antes de saber a verdade é imaturo e estúpido.
— Eu deixo um aviso pro pessoal do exterior: no futuro, tomem cuidado com o que falam. Não saiam julgando as coisas de qualquer jeito, senão o tapa cedo ou tarde vai voltar na cara de vocês.
— Nós também costumamos dizer que errar é humano, mas corrigir o erro é de bom tom. Se cometeram um erro, peçam desculpas com dignidade. O povo brasileiro tem coração grande. Se o pedido for sincero, a chance de perdão é real.
— Quanto às empresas da Família Erman, com certeza vou assumir o controle. Nós seguimos todo o processo legal. Os governos e a polícia de ambos os países estão de prova, todo mundo é testemunha. Eu não vou dar a eles a chance de lutar contra isso. Sou um empresário, não um santo, e a pouca empatia que tenho, não vou gastar com eles.
— Ao mesmo tempo, também quero dar um conselho à Família Erman: quem arruinou vocês não fui eu, Carlos Belo, mas quem deu a vocês essa confiança absurda.
— Pensem bem: quem deu a vocês a confiança de assinar esse acordo é o verdadeiro inimigo de vocês.
— E também quero aconselhar todos aqueles que estão na mesma situação que a Família Erman a abrirem bem os olhos pra ver se seus parceiros de negócios são pessoas ou demônios.
— E mais: nenhuma pessoa ou organização é onipotente. O mundo dá voltas e está cheio de imprevistos.
Depois de dizer isso, Carlos entrou no carro e deixou a delegacia.
Esse discurso foi feito especificamente para aquela gente ouvir.
Para eles, a Família Erman serviria de lição. Eles eram apenas peças no jogo, peças que podiam ser descartadas a qualquer momento.
E, o mais importante, aqueles caras não eram intocáveis, nem garantiam proteção absoluta.
Era exatamente essa ideia que Carlos queria plantar na cabeça deles.
Uma vez que o coração humano balança, é muito difícil voltar à estabilidade.
Quando a semente da desconfiança é plantada, não dá pra apagar. Ela só vai crescer cada vez mais.
O carro de luxo não tinha se afastado muito da delegacia quando o celular de Carlos tocou.
Ele olhou quem ligava, franziu levemente as sobrancelhas e atendeu:
— Alô.
Do outro lado da linha estava O Ictiólogo. Como ele criava um peixe grande, Carlos lhe deu esse apelido.
O Ictiólogo disse:
— Eu ouvi o seu discurso de agora há pouco. Não achei que alguém como você, que tem pena de gastar as palavras, fosse capaz de falar tanta baboseira de uma vez.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....