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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4376

Vega moveu os lábios e, de repente, sentiu o nariz arder com vontade de chorar.

Ele não sabia como era a vida das outras pessoas, só sabia que a sua própria vida era um caos.

Não gostava da sua família de sangue, e também não gostava da vida que levava agora.

Queria fugir disso tudo, mas também não tinha coragem de morrer.

Ainda havia coisas boas no mundo a que ele era apegado, pessoas com as quais se importava e problemas que não tinha terminado de resolver...

Os dois chegaram ao Hotel Cultura.

Elias olhou pela janela do carro: — Isso aqui é área do Carlos Belo, né?

Vega confirmou:

— Uhum. Esse é um dos lugares mais seguros da Cidade de Pão. Pra comer aqui, não precisa se preocupar em ser incomodado, e a comida deles é a mais autêntica e a melhor que tem.

Elias perguntou: — Tu confia mesmo no Carlos Belo?

Vega disse: — Eu acho ele mais de boa que muita gente por aí. Pode ficar tranquilo com a segurança. Ele não vai mexer com a gente. Se rolar alguma parada, ele ainda aparece pra ajudar.

Elias perguntou: — Mas ele ajudaria a gente por quê?

Vega disse: — Ele é a nossa dor de cabeça, e a gente é a dor de cabeça dele. Agora ele não vai deixar nada acontecer com a gente.

Elias ficou na dúvida: — Mas pelo que eu sei, ele tá com as coisas muito bem resolvidas agora. Se acha um, dá um jeito na hora. Sem dó nenhuma.

Vega disse: — Esse é o jeito dele de lidar com os outros. Ele não vai fazer isso com a gente. Bora, depois de comer eu te levo pra descansar no hotel deles.

Elias: — ... E ainda vamos ficar no hotel dele?

Vega confirmou com a cabeça: — Uhum.

Elias hesitou um pouco e depois concordou com a cabeça: — Beleza, tô nas tuas mãos.

Os dois saíram do carro e entraram no Hotel Cultura.

Não fazia muito tempo que eles tinham entrado, e Carlos Belo já atendeu uma ligação.

— Carlão, parece que o Vega trouxe alguém pra comer no nosso Hotel Cultura. Mandei as fotos pra você, dá uma olhada.

Carlos ainda não tinha chegado no Jardim No.1. Ele abriu o celular e deu uma olhada.

Era o Vega mesmo!

E o Vega não ia no banheiro coisa nenhuma. Ele saiu, catou um canto sem barulho e ligou pro Carlos Belo.

Carlos atendeu na hora: — Alô.

Vega disse: — Você falou que se eu precisasse de você, você me daria uma força.

Carlos apertou os olhos: — Manda.

Vega disse: — Tu vai fazer um teatrinho pra mim. Dá um jeito de mandar embora o cara que veio comer comigo, e são e salvo. Eu falei são e salvo, a parada tem que ser limpa. Ele tem que ir embora com saúde, e depois que sair, não pode levar castigo daqueles caras.

Carlos perguntou: — Quem é ele?

Vega mandou a real: — Aqueles caras mandaram ele pra me dar um apoio.

Carlos Belo: — É igual àquela posição de assistente do Arthur?

Vega: — Uhum. Mas ele não vai encostar em mim. Se der qualquer merda, ele pula na minha frente.

Carlos apertou os olhos:

— Entendi. Ele tá aí pra levar a culpa por você.

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