— Depois a gente sai, ué. O que mais você queria, morar lá? — respondeu Ledo.
Cano sacudiu a cabeça e mostrou a língua. — ... Todo esse trampo só pra dar uma olhada?
Ledo assentiu.
— Lógico. O nome disso é expandir horizontes. Mas calma, a gente não vai só bisbilhotar de graça. Como eles vivem numa aldeia isolada e têm o mar inteiro, comida e bebida não deve faltar, mas remédio deve ser artigo de luxo lá. Depois eu arrumo um jeito de pedir pro navio da família do vovô trazer uns medicamentos pra deixar com eles, como um pedido de desculpa pela nossa invasão.
Cano mostrou a língua: — ... Por que eles não gostam de estranhos?
— Não é difícil entender. Todo mundo tem curiosidade, igual a gente ficou com vontade de ir investigar assim que vimos eles.
— A diferença é que a gente não quer dominar o lugar nem machucar ninguém. Mas tem muita gente ruim por aí. O mundo tá cheio de ladrão e bandido, então é bom mesmo eles tomarem cuidado.
Cano mostrou a língua de novo. — ... Mas eu acho que ela não é tão cautelosa assim, soltou bastante informação pra você.
Ledo concordou:
— Pois é. Não sei se ela foi inocente ou se fez de propósito. Em teoria, ela não deveria ter falado da aldeia pra um estranho. E ela não tem cara de burra... Talvez porque percebeu que eu ajudei o irmão dela, ficou agradecida e achou que eu sou uma boa pessoa. Ai, ai...
Ledo soltou um longo suspiro.
— Por que bateu aquele peso na consciência do nada? O que você acha, Cano?
Cano mostrou a língua. — ... Fato é que você mentiu pra ela.
— Então só me resta pensar que mentira branca não faz mal a ninguém.
Cano mostrou a língua mais uma vez. — ... O pai também vive mentindo pra mãe.
Ledo abriu um sorriso. — Pois é. A mãe morre de medo das coisas, a gente só quer que ela fique de boa e sem nenhuma preocupação na cabeça.
Assim que Ledo terminou de falar, Cano recebeu um sinal da Rosa de repente.
Cano despertou na hora. Olhou pra Ledo e mostrou a língua. — ... A Rosa tá falando comigo, perguntando se eu já dormi. O que você acha que significa isso?
Ledo apertou os olhos.
— Tá com saudade?
Cano se empolgou, mas logo depois ficou frustrado e olhou pra Ledo mostrando a língua. — ... É pra você.
— ... Pergunta lá se ela quer alguma coisa.
Cano: — ... Ah, não é ela que tá querendo falar com você. É o Laín. Ele perguntou se você pode falar agora.
Ledo sentou reto na mesma hora. Sabia muito bem que, pro Laín procurar ele a essa hora da noite, o assunto era urgente.
— Diz pra eles que tá tranquilo, podem mandar.
Depois de um tempo, Cano mostrou a língua. — ... O Laín mandou perguntar se você sabe como encontrar o Bisavô Zélio.
Ledo sentiu um aperto no peito.
— O que aconteceu com o Bisavô Zélio?
Cano: — ... O Laín disse que ele não voltou pra montanha e tá todo mundo apreensivo. Eles querem saber o paradeiro exato dele.
Ledo já estava inquieto.
— Cano, manda a Rosa perguntar pro Laín se rolou alguma coisa com o Bisavô Zélio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...