— Mandamos a divindade embora — disse Carlos.
— Qual divindade? — perguntou Carolina.
— O Deus da Pobreza — respondeu Carlos.
Carolina não perdeu tempo e perguntou de novo:
— E o que mais?
Carlos disse com os olhos cerrados:
— Recebemos a divindade.
— Quem a gente recebe? — perguntou Carolina.
— O Deus da Fortuna.
— Se você sabe que no quinto dia a gente chuta o Deus da Pobreza e recebe o Deus da Fortuna, por que ainda não levantou?! O Deus da Fortuna tem que ver que você tá dedicado e levando isso a sério! Vamos, levanta e despacha logo esse Deus da Pobreza pra trazer o Deus da Fortuna pra cá — disse Carolina.
— Se a fé for sincera, as coisas acontecem. O Deus da Fortuna não liga pra essas aparências — rebateu Carlos.
— Besteira! Quem não gosta de ouvir elogio e ver coisa bonita? Além disso, amor é via de mão dupla. Se você amar o Deus da Fortuna, aí sim ele pode retribuir e te amar também.
Carlos ainda segurava ela e não abria os olhos.
— Mas amar e não amar não é só falar da boca pra fora. Meu amor tá todo guardado aqui no coração.
— Você não conhece o ditado? Quem ama, fala alto pra todo mundo ouvir — retrucou Carolina.
— Então começa falando pra eu ouvir — disse Carlos.
Carolina deu uma tossidinha.
— Deus da Fortuna, a Carolina te ama muito, mais que tudo nesse mundo. Espero que esse ano, no próximo e nos que virão... O senhor me ame um pouco mais, e me faça ficar rica e milionária esse ano!
Carlos abriu um sorriso discreto.
— E você já não é milionária?
— E quem é que acha ruim ter mais dinheiro?! — respondeu Carolina.
— Pensa bem, a grana do mundo é limitada. Se você ganhar menos, sobra mais pros outros. Você é tão caridosa, deixar os outros ganharem mais dinheiro não é uma boa? — provocou Carlos.
Carolina arregalou os olhos.
— Fica quieto! Eu ainda quero ganhar rios de dinheiro e ficar trilionária! E com essa sua ideia torta aí, eu ia ser a madre Teresa. Escuta aqui: bondade é uma coisa, ser a salvadora da pátria é outra. Eu sou bondosa, mas não sou santa. Eu amo dinheiro e ai de quem quiser tirar o meu!
— Ai, levanta logo! Hoje a gente tem compromisso de verdade, não podemos perder a hora boa.
Carlos abriu os olhos devagarzinho.
— Mas mulher, eu tô morrendo de sono, o que eu faço?
Carolina virou de barriga pra baixo, deitando sobre ele, e o olhou de perto.
— Tá com um pouco de olheira mesmo. Você não dormiu comigo ontem?
Na noite anterior, o Ledo teve problema, então Carlos levantou no meio da noite para falar com Laín e Miro. Carolina não fazia ideia disso.
— Tive um sonho à noite — desconversou Carlos.
— E sonhou com o quê? — perguntou Carolina.
— Sonhei que o Deus da Fortuna bateu aqui em casa, apontou pra você e disse: “A senhora Carolina é a mulher mais linda, doce e caridosa desse mundo, tem todo o direito de ficar riquíssima. Como recompensa pra esse ano, vai caminhar muito e ganhar dinheiro a rodo.”
Carolina mordeu o lábio inferior.
— Bobo! Deixa eu medir seu pulso.
Carolina segurou o pulso de Carlos e, momentos depois, disse:
— Tá um pouco fraco. Você não conseguiu dormir ontem à noite?
Carlos balançou a cabeça.
— Que nada, eu sonhei mesmo. Sonhei com o Deus da Fortuna elogiando você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...