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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4410

— Mandamos a divindade embora — disse Carlos.

— Qual divindade? — perguntou Carolina.

— O Deus da Pobreza — respondeu Carlos.

Carolina não perdeu tempo e perguntou de novo:

— E o que mais?

Carlos disse com os olhos cerrados:

— Recebemos a divindade.

— Quem a gente recebe? — perguntou Carolina.

— O Deus da Fortuna.

— Se você sabe que no quinto dia a gente chuta o Deus da Pobreza e recebe o Deus da Fortuna, por que ainda não levantou?! O Deus da Fortuna tem que ver que você tá dedicado e levando isso a sério! Vamos, levanta e despacha logo esse Deus da Pobreza pra trazer o Deus da Fortuna pra cá — disse Carolina.

— Se a fé for sincera, as coisas acontecem. O Deus da Fortuna não liga pra essas aparências — rebateu Carlos.

— Besteira! Quem não gosta de ouvir elogio e ver coisa bonita? Além disso, amor é via de mão dupla. Se você amar o Deus da Fortuna, aí sim ele pode retribuir e te amar também.

Carlos ainda segurava ela e não abria os olhos.

— Mas amar e não amar não é só falar da boca pra fora. Meu amor tá todo guardado aqui no coração.

— Você não conhece o ditado? Quem ama, fala alto pra todo mundo ouvir — retrucou Carolina.

— Então começa falando pra eu ouvir — disse Carlos.

Carolina deu uma tossidinha.

— Deus da Fortuna, a Carolina te ama muito, mais que tudo nesse mundo. Espero que esse ano, no próximo e nos que virão... O senhor me ame um pouco mais, e me faça ficar rica e milionária esse ano!

Carlos abriu um sorriso discreto.

— E você já não é milionária?

— E quem é que acha ruim ter mais dinheiro?! — respondeu Carolina.

— Pensa bem, a grana do mundo é limitada. Se você ganhar menos, sobra mais pros outros. Você é tão caridosa, deixar os outros ganharem mais dinheiro não é uma boa? — provocou Carlos.

Carolina arregalou os olhos.

— Fica quieto! Eu ainda quero ganhar rios de dinheiro e ficar trilionária! E com essa sua ideia torta aí, eu ia ser a madre Teresa. Escuta aqui: bondade é uma coisa, ser a salvadora da pátria é outra. Eu sou bondosa, mas não sou santa. Eu amo dinheiro e ai de quem quiser tirar o meu!

— Ai, levanta logo! Hoje a gente tem compromisso de verdade, não podemos perder a hora boa.

Carlos abriu os olhos devagarzinho.

— Mas mulher, eu tô morrendo de sono, o que eu faço?

Carolina virou de barriga pra baixo, deitando sobre ele, e o olhou de perto.

— Tá com um pouco de olheira mesmo. Você não dormiu comigo ontem?

Na noite anterior, o Ledo teve problema, então Carlos levantou no meio da noite para falar com Laín e Miro. Carolina não fazia ideia disso.

— Tive um sonho à noite — desconversou Carlos.

— E sonhou com o quê? — perguntou Carolina.

— Sonhei que o Deus da Fortuna bateu aqui em casa, apontou pra você e disse: “A senhora Carolina é a mulher mais linda, doce e caridosa desse mundo, tem todo o direito de ficar riquíssima. Como recompensa pra esse ano, vai caminhar muito e ganhar dinheiro a rodo.”

Carolina mordeu o lábio inferior.

— Bobo! Deixa eu medir seu pulso.

Carolina segurou o pulso de Carlos e, momentos depois, disse:

— Tá um pouco fraco. Você não conseguiu dormir ontem à noite?

Carlos balançou a cabeça.

— Que nada, eu sonhei mesmo. Sonhei com o Deus da Fortuna elogiando você.

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