Macaco disse:
— Eu não tenho. E você?
O Sr. Faria balançou a cabeça:
— Também não. Além disso, esse tipo de coisa queima muito a própria reputação. Atacar o próprio povo por causa de um cara de fora vai ser julgado como traição, e é capaz de afetar nossos negócios.
Macaco falou:
— A gente com certeza não vai sujar as mãos. Essa bucha a gente joga pro Carlos Belo resolver.
O Sr. Faria duvidou:
— Acha que ele topa?
Macaco disse:
— Por que não toparia? Ele veio pra cá pra ganhar dinheiro, não pra brigar com a gente. Se tem um jeito fácil de resolver as coisas, com certeza ele não vai escolher o difícil.
— Agora ele só precisa se livrar de um ou dois caras. É bem melhor do que ter que lidar com a gente no Triângulo Dourado inteiro, não acha?
O Sr. Faria assentiu:
— Você vai falar com ele?
Macaco concordou com a cabeça.
— Se você concordar com essa ideia, eu vou lá falar com o Ivo, e deixo ele passar o recado.
O Sr. Faria perguntou novamente:
— Você podia muito bem fazer isso sozinho. Por que ainda veio discutir isso comigo?
Macaco respondeu:
— De verdade, não consigo fazer isso sozinho. Minha fama aqui no Triângulo Dourado não é lá essas coisas. Tem gente que me odeia, tem quem me despreze. O que eu disser, não vão escutar.
— Mas com você é diferente. Você é uma raridade de bom senso no Triângulo Dourado, um pilar de estabilidade daqui. O que você diz, tem peso.
— Com aquele mesmo papo de agora, se eu disser isso pra galera, com certeza vai ter gente pulando no meu pescoço. Mas se vier de você, todo mundo vai conseguir escutar quieto.
O Sr. Faria apertou os olhos, pensativo.
— ...
Depois de um instante de silêncio, o Sr. Faria disse:
— Se não formos mais bater de frente com o Carlos Belo, aquele cara que eu peguei... eu já posso soltar, né?
Macaco assentiu:
— Pode soltar.
O Sr. Faria disse:
— Mas o cara já foi torturado quase até a morte. Será que o Carlos Belo não vai guardar ressentimento de mim?
Macaco respondeu:
— Acho que não. Afinal, a gente ainda não tinha fechado acordo nenhum. Forçar o prisioneiro a falar era a atitude mais normal do mundo.
O Sr. Faria ficou em silêncio por mais um momento.
— Entendi. Deixa eu pensar bem no assunto.
Macaco assentiu:
— Beleza, não vou te atrapalhar mais então. Mais tarde, na hora do nosso encontro, eu volto.
O Sr. Faria:
— Tá bom.
Macaco se despediu e foi embora. O subordinado do Sr. Faria perguntou:
— O Macaco sentiu que tava na mira e já tá querendo se salvar?
O Sr. Faria apertou os olhos e disse:
— O Macaco é um cara esperto. Se as coisas andarem como ele disse, o lugar dele vai ficar mais garantido no futuro, e o Carlos Belo vai virar um parceiro forte pra ele.
O subordinado perguntou:
— E o que o senhor acha?
O Sr. Faria disse:
— Se a gente seguir a ideia do Macaco, também podemos tirar alguma vantagem disso. Mas a maior fatia do bolo vai pro bolso dele, com certeza!
O subordinado franziu a testa:
— A gente não vai trabalhar de graça pra ele, né?
O Sr. Faria disse:
— Ele até que gostaria, mas eu não tô a fim.
O subordinado perguntou:
— Então o que a gente faz? Segue com o plano original?
O Sr. Faria balançou a cabeça:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...