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Paixão Proibida: O Professor e a Esposa Delicada romance Capítulo 10

— Hã? — Raíssa ficou confusa por um instante. — Eu, eu não te falei? Meu irmão caiu jogando basquete e eu o levei ao hospital.

— Sua mãe não estava em casa?

— Ela... Ela precisava cozinhar.

— Sua família realmente ama muito seu irmão. Desde que você entrou na faculdade, nunca faltou a uma aula, e agora, só porque seu irmão caiu, ainda te deixam faltar para cuidar dele. — Laura se sentiu indignada por Raíssa.

O coração de Raíssa ficou inquieto de verdade.

Se Malena soubesse que Laura xingou o filho dela, ela provavelmente pegaria uma faca e viria atrás da Laura na faculdade.

— Ah, é mesmo, ontem o professor Alexandre também faltou.

A mão de Raíssa que segurava o celular tremeu.

— Ontem ele tinha aula, mas pediu para outro professor substituí-lo. Ouvi dizer que, quando o Professor Alexandre pediu a troca, o professor perguntou casualmente o motivo, e o professor Alexandre respondeu que precisa resolver um assunto muito importante de vida.

— Sério? — Raíssa riu forçadamente.

— Você adivinha qual é esse assunto importante de vida que ele mencionou?

O sorriso de Raíssa ficou um pouco tenso:

— Eu... Como é que eu vou saber?

Laura passou a mão no queixo.

— Eu acho que é casamento.

Raíssa acabou se engasgando com a própria saliva.

Laura caiu na risada ao ver a reação dela:

— Olha só como você ficou animada, estou brincando.

"Isso não tem graça nenhuma, eu já estou suando frio."

Raíssa tentou sondar com cautela:

— E se, por acaso, o Professor Alexandre realmente tiver se casado?

— Impossível. Ouvi dizer que, na ficha de admissão dele, ele declarou que é solteiro. Será que é possível que ele tenha acabado de se casar hoje?

— Se, eu disse se, ele realmente tiver se casado, o que você faria?

— Por mim, tudo bem. Meu sentimento pelo professor Alexandre é racional, é pura admiração pela competência dele. Mas outras pessoas talvez não pensem assim. — Laura semicerrava os olhos. — Dizem que já aconteceu na nossa escola de uma aluna gostar de um professor casado, e aí sequestrou a esposa do professor e o ameaçou para ele se divorciar.

Ao ouvir isso, Raíssa ficou tremendo de medo.

"Ainda dá tempo de eu ir me divorciar agora?"

Laura a olhou de canto de olho:

— Está com medo de quê? Não é você que vai se casar com o professor Alexandre.

— Eu... Eu não estou com medo. — Rebateu Raíssa, teimosa.

— Hahaha. — Laura apertou o rosto dela. — Eu inventei isso tudo, você é tão fofa.

Raíssa logo lhe deu dois socos de leve.

Enquanto as duas brincavam, a porta do dormitório se abriu e alguém entrou.

Ela tinha cortado uma franja espessa e reta, uma armação de óculos grande escondia seus traços, que não eram feios, e todo o seu corpo exalava uma aura melancólica.

Raíssa e Laura trocaram olhares e pararam imediatamente com a brincadeira.

— Catarina, você voltou. — Raíssa a cumprimentou primeiro.

Catarina não respondeu, se sentou em silêncio em seu lugar e abriu o livro.

O ambiente ficou um pouco constrangedor. Laura cutucou Raíssa discretamente e, com o olhar, indicou a porta.

Raíssa assentiu com a cabeça:

— Catarina, eu e a Laura temos aula, vamos indo então.

Ela permaneceu em silêncio. Laura, então, puxou Raíssa pelo braço para fora:

— Tchau.

Somente quando chegaram à escada, ambas soltaram um longo suspiro de alívio.

— É assustador, já se passaram dois anos e ainda não me acostumei ao jeito da Catarina. — Laura comentou.

— Eu também não.

No dormitório delas, originalmente havia quatro pessoas. No terceiro ano da faculdade, Agatha pediu para morar fora. Catarina, que era do mesmo curso delas, tinha um ótimo desempenho, ficando entre as três melhores da turma, mas tinha um caráter muito fechado, uma pessoa sombria e independente. Elas moraram juntas por dois anos e praticamente não trocaram muitas palavras.

Raíssa e Laura sempre sentiram certo receio de interagir com ela.

Naquele dia, elas tiveram aula de Patologia. Receberam o aviso de que o professor se atrasaria cerca de dez minutos. Impaciente, Raíssa aproveitou para enviar para Alexandre a captura de tela da penteadeira que tinha visto.

Por um momento, Raíssa não soube o que responder.

Logo em seguida, Alexandre enviou outra mensagem: [Seu foco agora deve ser nos estudos e na criança. O resto não é da sua conta. Seja obediente.]

Quando Raíssa leu a palavra "obediente", seu rosto ficou quente sem que percebesse.

Ela sabia que Alexandre provavelmente tinha mandado aquilo de forma casual, mas, sem querer, começou a imaginar como seria ouvir essa frase dita por ele, com aquela voz bonita...

"Ah, isso é muito provocante!"

O coração de Raíssa começou a acelerar de maneira completamente involuntária.

Depois de inspirar fundo algumas vezes para se acalmar, Raíssa respondeu com um: [Tá bom.]

Então, aceitou o valor que ele havia transferido.

Alexandre recomendou: [Preste atenção na aula.]

Raíssa respondeu com uma figurinha de "ok".

Depois disso, Alexandre não mandou mais mensagens. Raíssa acabou relendo a conversa entre eles e, sem entender o motivo, sentiu o rosto ficar ainda mais quente.

— Raíssa, o que houve? Por que está tão vermelha? — Laura percebeu algo de estranho.

Raíssa imediatamente enterrou o rosto no ombro dela, sem conseguir conter o sorriso no canto da boca.

Nos dias seguintes, tirando os breves momentos em que via Alexandre nas aulas, Raíssa se comunicou quase exclusivamente por WhatsApp.

A maior parte das conversas girou em torno de opiniões sobre o que precisavam comprar, até que, certo dia, Alexandre perguntou: [Você já enviou o pedido de moradia externa?]

Raíssa, que achava que ainda tinha tempo, não tinha feito isso: [Ainda não.]

Alexandre respondeu: [Faça logo, a casa vai estar disponível para morar na próxima semana.]

Raíssa respondeu: [Tá bom.]

Alexandre perguntou: [Você tem o formulário de solicitação?]

Raíssa respondeu: [Não...]

Alexandre respondeu: [Vem buscar na minha sala depois da aula.]

Raíssa respondeu: [Tá bom.]

Era a segunda vez que Raíssa iria à sala de Alexandre. Diferente da última vez, agora ela estava um pouco nervosa, se sentindo como se estivesse tendo um caso às escondidas com o professor.

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