Retomei meu foco e olhei atentamente para ele, absorvendo tudo o que me foi dito antes e o que ele vai me revelar agora que estou desperta novamente.
— Só queria compreender o que aconteceu. Preciso... ir embora... Recomeçar minha vida... — Comecei falar já soluçando novamente e disparando novamente aquela porcaria de bip.
— Se acalma pequena, ficar nervosa só vai piorar seu quadro e vão precisar sedá-la novamente. Não precisa se preocupar com nada, estou cuidando de tudo. Você está aqui por um descuido meu e vai ter tudo o que precisar para sua melhora. Vou cuidar de você.
— Como?
— Estava em meio a uma discussão com a Emilly, você a viu mais cedo, enquanto estávamos a caminho da casa dela. Ela não aceitou o término muito bem. Devido isso, me distraí na direção por um momento e ... bom, o resto nem preciso explicar, já que você está nessa cama de hospital.
— Você não tem culpa de eu ter entrado na frente do seu carro.
— Tenho culpa por estar distraído e não ter desviado de você.
— Nem por isso precisa bancar meu tratamento.
— Preciso sim, para minha sanidade mental
— Não vejo necessidade. Não sei como vou pagar tudo, já que tenho poucos euros após a conversão, mas darei um jeito.
Suspiro frustrada.
Encarei novamente aqueles olhos que me diziam tantas coisas, me imploravam para aceitar o que ele me dizia, não me julgava por ter entrado na frente do carro, pelo contrário demonstravam uma preocupação que nem cabia a ele, já que nem me conhece. Mas também mostravam um interesse genuíno em mim. Era isso que eu não conseguia compreender, o que de tão interessante havia em mim, para impressionar esse homem? Reparei nele com mais afinco e diferente da primeira vez, agora ele usava jeans escuro, tênis de marca preto, uma blusa polo azul marinho e seu cabelo estava levemente bagunçado, como se tivesse passado a mão muitas vezes. Estava mais lindo ainda.

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