Ariane estava prestes a gritar por socorro, mas Jaime estava preparado. Ele sacou uma arma de choque e a pressionou contra a cintura dela. No segundo seguinte, ela desmaiou com o choque elétrico.
Desde que soube que Larissa se tornou colega de classe dela, Jaime mal conseguia dormir, temendo que Ariane dissesse algo a Larissa e que, com o tempo, surgissem problemas. Felizmente, ele tinha alguns contatos não muito recomendáveis.
“Jaime, quem é essa gata? Ela é muito linda.”
Depois que colocaram Ariane em uma van, um dos bandidos, com o cabelo tingido de loiro, olhava para ela com a boca aberta. Ele já tinha visto mulheres bonitas, mas uma com um rosto e um corpo como aquele era a primeira vez.
“Linda, não é? Se a vendermos para o Celso, você com certeza vai ganhar uma boa grana.”
Ao ouvir isso, o loiro sentiu um arrepio na espinha.
“Caralho, você é cruel pra porra, hein? Vender para o Celso? Essa mulher está acabada. Uma vez nas mãos do Celso do Pé na Areia, você sabe o que acontece, não sabe? Que tipo de rixa é essa?”
Jaime deu um sorriso frio. De qualquer forma, não podia deixar aquela mulher por aí. Larissa já andava estranha ultimamente, nunca tinha sido assim antes. Ele não sabia o que Ariane tinha dito a ela, mas era preciso cortar o mal pela raiz. Não podia deixá-la viva.
“Não pergunte o que não é da sua conta.”
O loiro ficou irritado com a resposta, mas Jaime tinha o apoio de Larissa, e a família Sampaio, especialmente Marcos, era conhecida no submundo. Todos sabiam quem eles eram.
“Tá bom, tá bom, fui um linguarudo. Não pergunto mais nada. Jaime, o que você mandar, a gente faz.”
Quando Ariane acordou, seus olhos estavam vendados. Ela já conhecia aquele tratamento, já o tinha experimentado na fronteira. Mas ali era Serenidade das Ondas, e alguém ser tão descarado a esse ponto ultrapassava sua compreensão.

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