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Poxa, Cara, Para de me investigar! romance Capítulo 968

O funcionário não disse mais nada. Afastou-se em silêncio, avaliando cuidadosamente o grupo.

Se perdessem essa mão...

O cassino com certeza sofreria tremores!

— Continue revelando.

Assim que Pietra deu o comando, Rafaela interferiu de novo: — Senhorita Pietra, você não vai voltar atrás, vai?

— São apenas 7 bilhões. A Família Abismo Azul sequer notaria.

Apesar das palavras, Pietra demonstrava um claro nervosismo na voz.

— Ah...

Rafaela sorriu.

Se soubesse que a herdeira tinha uma mente tão simples, teria apostado mais.

Afinal...

O dinheiro da Família Abismo Azul envolvia a parte do pai dela.

— Sendo assim, tudo bem.

Rafaela umedeceu os lábios e ordenou com calma: — Pare de enrolar, abra logo as outras duas.

— Por mim, sem problemas.

Pietra riu friamente, surpresa com a pressa em perder.

— Vire.

A crupiê revelou as outras duas cartas de Pietra.

Sem surpresas: ambas eram Reis.

Três Reis. 39 pontos.

Desconsiderando os Coringas, era o maior valor possível.

Pietra sorriu vitoriosa. Fitou os dois do outro lado da mesa, já com seu pedido em mente.

Jantar com aquele cavalheiro elegante...

A noite certamente seria maravilhosa.

— Cartas do adversário.

De luvas brancas, a crupiê virou as últimas cartas de Rafaela, sob o olhar de todos.

Coringas!

Mão imbatível!

Qualquer carta virava pó diante dos Coringas.

No instante em que as cartas foram mostradas, o salão emudeceu.

Todos os olhares convergiram para Rafaela.

Como prestaria contas de 7 bilhões para seu pai?

Quando foi que a garota trocara as cartas?

Pietra empalideceu, todo seu orgulho esmigalhado.

A garota responsável por isso comeu o último pedaço de tangerina, limpou as mãos e se levantou. Com sinceridade, disse: — Senhorita Pietra, obrigada.

— ...

Pietra fulminou Rafaela com o olhar e murmurou com frieza: — Você ousou trapacear!

— É um jogo, a recompensa deve ser justa. Se você trapaceou e eu não, não seria um prejuízo?

Rafaela era mais alta. Ao falar, inclinou-se levemente, postando-se como uma rainha observando de cima.

A voz não era alta, mas carregava um peso enorme.

— ...

Pietra ficou sem palavras de novo.

Além de saber que ela trapaceara, devolvera na mesma moeda, debaixo do seu nariz, sem ser notada?

— Ah, certo. — Vendo Pietra em choque, Rafaela acrescentou: — Eu venci. A condição da aposta é...

O quê?

Sem dar tempo para Pietra processar, Rafaela concluiu, a voz mais fria: — Vá se olhar no espelho. Cobiçando meu homem? Você não tem o direito!

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